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Ouro é o investimento com melhor retorno no 1º semestre. Bolsa, o pior

Programa terá impacto positivo de 2% no PIB, diz Mantega

Segundo o ministro, o programa vai mobilizar R$ 60 bilhões na economia e gerar 1,5 milhão de empregos

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, Agência Estado

25 de março de 2009 | 13h16

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, previu nesta quarta-feira, 25, em Brasília que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil poderá crescer mais 2% com o programa "Minha casa, minha vida", de estímulo ao setor da construção civil. Segundo ele, o programa vai mobilizar R$ 60 bilhões na economia e gerar 1,5 milhão de empregos na construção de 1 milhão de moradias.

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Ele disse que estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicam que a construção de um milhão de casas poderá gerar 1,5 milhão de vagas no mercado. Na avaliação de Mantega, esse será um "programa sólido". Ele disse que no Brasil o crédito habitacional representa somente 2% do PIB, ao contrário de outros países. Isso, segundo ele, abre espaço para o Brasil crescer muito neste setor e com solidez. O ministro salientou que o Brasil terá crescimento positivo em 2009 e saldo positivo de empregos, enquanto Europa e EUA estarão contabilizando a perdas devido à recessão.

Segundo o ministro, o programa vai mobilizar uma importante cadeia produtiva que irá se movimentar a partir deste investimento. Ele lembrou que o setor da construção civil não depende de insumos importados e que por isso não causa déficit na balança comercial.

Mantega destacou que não só o governo federal, Estados e municípios têm um grande desafio pela frente, mas também o setor privado. De acordo com o ministro, o setor privado produz 1,2 milhão de moradias ao ano. "Queremos duplicar este valor. Não é tarefa fácil, é um desafio ao setor produtivo", afirmou.

 

O ministro voltou a afirmar que o Brasil será um dos países menos atingidos pela crise. Ele destacou que, nas crises anteriores, os governos faziam políticas que fragilizavam ainda mais o País, como o aumento dos juros que acabava elevando a dívida brasileira. Além disso, havia corte de gastos e investimentos, provocando uma retração da economia e o aprofundamento da crise. "Agora, podemos fazer uma política anticíclica. Baixamos os juros, ampliamos o crédito e o Brasil hoje pode abreviar a crise ao invés de prolongá-la como no passado", atestou.

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