Projeção de inflação mais próxima da meta, revela pesquisa do BC

Mais uma vez o mercado financeiro reduziu sua expectativa para a inflação em 2005. A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - índice usado como referência para a meta de inflação - neste ano caiu de 5,23% para 5,20% na pesquisa semanal do Banco Central (BC) divulgada hoje. Esta foi a 17ª queda consecutiva das estimativas, que estavam em 5,40% há quatro semanas. Com a nova queda, as previsões de inflação aproximam-se ainda mais do objetivo perseguido pelo BC, de 5,1% para este ano.A aproximação da inflação medida pelo IPCA da meta definida pelo BC faz com que os investidores acreditem que o Comitê de Política Monetária (Copom) irá reduzir a Selic, a taxa básica de juros da economia, nesta semana. As projeções de mercado para a taxa de juros neste mês estão em 19,50% ao ano. A estimativa embute a expectativa de que o Copom venha a cortar os juros em 0,25 ponto porcentual (hoje a Selic está em 19,75% ao ano). Para outubro, as previsões estão em 19% ao ano. Nesta hipótese, a taxa de juros viria a recuar 0,50 ponto porcentual na reunião do Copom do próximo mês. As estimativas de juros para o fim do ano seguiram a mesma tendência de estabilidade e permaneceram em 18% pela quinta semana consecutiva. As expectativas de taxa média de juros para este ano, no entanto, subiram de 19,14% para 19,15% ao ano. As previsões de juros para o final de 2006 também aumentaram e passaram dos 15,50% da pesquisa anterior para 15,75% ao ano. As estimativas de taxa média de juros para o próximo ano subiram, por sua vez, de 16,50% para 16,51% ao ano.Reajuste dos combustíveisNo cenário inflacionário, a pesquisa do BC já reflete o impacto do aumento dos combustíveis na semana passada. Isso porque a apuração registrou um aumento das projeções de reajuste dos preços administrados para este ano de 6,75% para 6,80%, o que coincidiu com o anúncio, na última sexta-feira, do aumento do preço da gasolina, pela Petrobras, de 10% nas refinarias.É possível, no entanto, que o impacto do reajuste não tenha sido totalmente incorporado pelas projeções pelo fato de ele ter sido anunciado após o encerramento do pregão de sexta-feira. Para 2006, as estimativas de reajuste dos administrados foram mantidas em 5% pela terceira semana consecutiva.

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