André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Projeção de inflação neste ano piora de novo no Focus, para 7,12%

Para 2017, segundo pesquisa do BC, a projeção de alta do IPCA permaneceu em 5,50%, dentro da meta; Selic deve ser mantida em 14,25% na reunião do Copom desta quarta

REUTERS

06 Junho 2016 | 10h16

As perspectivas de inflação para 2016 voltaram a piorar pela terceira semana seguida, na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) define o futuro da Selic, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central publicada nesta segunda-feira.

Os economistas consultados também melhoraram suas visões sobre a economia brasileira, depois que a contração do Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou no primeiro trimestre deste ano.

O Focus mostrou que a conta para inflação deste ano piorou em 0,06 ponto percentual, com a alta do IPCA estimada em 7,12%, estourando a meta do governo, de 4,5% com tolerância de 2 pontos percentuais.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, acelerou a alta em maio para 0,86%, acima do esperado e maior nível para o mês em 20 anos, acumulando em 12 meses avanço de 9,62%.

Para 2017 a projeção de alta do IPCA permaneceu em 5,50%, dentro da meta para o ano que vem, de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto.

Selic. Diante desse cenário, o Top 5, grupo que mais acerta as projeções no Focus, calculou a Selic em patamares mais altos para o fim de 2016 e de 2017. A projeção para este ano foi a 13,75%, ante 13,50%, e para o próximo a 12,25%, de 12%.

Pela mediana das projeções gerais, o Focus mostrou que permaneceu a visão de que a taxa básica de juros será mantida em 14,25% na reunião do Copom do BC, que ocorre na terça e quarta-feira e que será a última sob a batuta de Alexandre Tombini.

Também não houve mudança nas visões para a Selic no final de 2016 e 2017, respectivamente em 12,88% e 11,25% na mediana das projeções. O início do corte de juros foi mantido na reunião de agosto do Copom.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a estimativa de contração do PIB em 2016 passou a 3,71%, sobre queda prevista anteriormente de 3,81%.

Os economistas consultados veem recuperação em 2017, para crescimento de 0,85%, sobre 0,55% na pesquisa anterior.

O PIB brasileiro registrou queda de 0,3% no primeiro trimestre sobre o período imediatamente anterior, diante da menor retração em investimentos produtivos e maior consumo do governo. No quarto trimestre do ano passado, havia recuado 1,3% sobre o trimestre anterior.

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