Projeção de mercado para IPCA de 2005 cai a 6,21%

As projeções do mercado para o IPCA de 2005 caíram de 6,32% para 6,21% em pesquisa semanal do Banco Central divulgada hoje. Esta foi a quarta redução consecutiva das projeções do IPCA para este ano, que haviam atingido a taxa de 6,39% há quatro semanas. As projeções de médio prazo das instituições Top Five para o IPCA deste ano também recuaram, passando de 6,30% para 6,29%. Essa foi a terceira revisão para baixo dessas projeções, que estavam em 6,32% há quatro semanas. As estimativas de IPCA para 2006 continuaram estáveis em 5%. Apesar da estabilidade, o porcentual projetado é superior ao centro da meta de 4,5% estabelecido no Conselho Monetário Nacional para o próximo ano. As estimativas de IPCA em 12 meses à frente, recuaram, por sua vez, de 5,38% para 5,11%. Essa queda reflete em parte a exclusão das estimativas de IPCA para maio. Essa exclusão foi provocada pelo fato de o IPCA de maio ter sido divulgado pelo IBGE na última sexta-feira. Há quatro semanas, as estimativas de IPCA em 12 meses à frente estavam em 5,46%.As projeções de IPCA para junho deste ano caíram de 0,35% para 0,33%. Há quatro semana,s essas projeções estavam em 0,40%. As projeções de IPCA para julho ficaram em 0,57%.JurosAs projeções de mercado para a taxa de juros neste mês ficaram estáveis em 19,75%. As estimativas apontam para a possibilidade de o Comitê de Política Monetária (Copom) vir a manter os juros estáveis na reunião de amanhã e quarta-feira a despeito da crise política causada pelas denúncias de corrupção feitas pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson. Para julho, o mercado também acredita que os juros não serão alterados e permanecerão em 19,75%. As projeções de juros ao fim deste ano não se alteraram e prosseguiram em 18% pela quinta semana consecutiva. Apesar da estabilidade, as previsões de taxa média de juros para este ano caíram de 19,18% para 19,15%. As estimativas de juros para o fim de 2006 ficaram estáveis em 15,50% pela sexta semana consecutiva. As previsões de taxa média de juros para o próximo ano, por sua vez, recuaram de 16,55% para 16,50%.PIBAs projeções de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caíram de 3,27% para 3,12% na pesquisa semanal do BC. Esta foi a segunda queda consecutiva destas projeções, que estavam em 3,50% há quatro semanas. As previsões de crescimento da produção industrial neste ano, em contrapartida, subiram de 4,08% para 4,14%. Há quatro semanas, estas estimativas estavam em 4,50%.As expectativas de crescimento do PIB em 2006, por sua vez, continuaram estáveis em 3,50% pela sexta semana seguida. As previsões de aumento da produção industrial no próximo ano, em contrapartida, cresceram de 4,35% para 4,50%. Há quatro semanas, estas projeções estavam em 4,60%.Preços administradosAs projeções de mercado para o reajuste dos preços administrados neste ano caíram de 7,80% para 7,60%. Apesar da queda, o porcentual projetado ainda é maior que os 7,30% estimados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de maio. As estimativas de aumento dos administrados para 2006 não se modificaram e continuaram em 6% pela nona semana consecutiva. Na reunião de maio, o Copom trabalhava com a hipótese de reajuste de 5,1% para os administrados no próximo ano.Câmbio As projeções de mercado para a taxa de câmbio no fim deste mês subiram de R$ 2,45 para R$ 2,46. A alta interrompeu uma seqüência de 10 reduções consecutivas destas projeções, que estavam em R$ 2,56 há quatro semanas. O aumento ocorreu na mesma semana em que a taxa de câmbio apresentou alguma desvalorização em função da crise política instalada com as denúncias de corrupção feitas pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson. As projeções de câmbio para o fim de julho, por sua vez, ficaram em R$ 2,50. As estimativas de taxa de câmbio para o final do ano também não se alteraram e continuaram em R$ 2,67. As expectativas de câmbio para o fim de 2006 também não se alteraram e prosseguiram em R$ 2,85.Dívida líquida do setor públicoAs projeções de mercado para a dívida líquida do setor público em 2006 subiram de 50% para 50,50% do Produto Interno Bruto (PIB) na pesquisa semanal do BC. Há quatro semanas, estas estimativas estavam em 50,45% do PIB. As estimativas de dívida líquida para este ano, por sua vez, continuaram estáveis em 51,40% do PIB. Há quatro semanas, estas projeções estavam em 51,60% do PIB.Superávit em conta correnteAs projeções de mercado para o superávit em conta corrente deste ano subiram de US$ 9 bilhões para US$ 9,20 bilhões. As estimativas de superávit da balança comercial neste ano, em contrapartida, ficaram estáveis em US$ 35 bilhões pela quarta semana consecutiva. As previsões de superávit em conta corrente para o próximo ano, por sua vez, aumentaram de US$ 3,78 bilhões para US$ 4 bilhões.Apesar da alta, as expectativas de superávit da balança comercial no próximo ano não se alteraram e continuaram em US$ 29 bilhões pela segunda semana consecutiva.

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