Projeção do IPCA sobe para 5,49%

Na semana em que uma crise se abateu sobre a economia brasileira, com aumento do risco País e da cotação do dólar, as projeções de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2002 subiram de 5,46% para 5,49%, no levantamento semanal feito pelo Banco Central (BC) com um grupo de 100 instituições financeiras e empresas de consultoria. O novo porcentual está a apenas 0,1 ponto porcentual do teto de 5,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o ano corrente e já supera a meta informal de 4,5% a 5% citada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em sua reunião de abril. As estimativas para 2003 continuaram nos mesmos 4% da última pesquisa, contra um centro da meta de 3,25% e um teto de 5,25%.A elevação das projeções de inflação para 2002 foi acompanhada de uma revisão para baixo das estimativas de crescimento da economia neste ano de 2,30% para 2,27% e de uma estabilidade para as projeções da taxa de câmbio em dezembro de R$ 2,50. As previsões para a taxa Selic ao fim deste ano também ficaram inalteradas nos mesmos 17% ao ano do último levantamento. Para 2003, os números da pesquisa para o nível da atividade econômica continuaram apontando para uma expansão de 3,50% e as projeções para o câmbio aumentaram de R$ 2,62 para R$ 2,64. As previsões para a taxa Selic subiram, ao mesmo tempo, de 14,5% para 15%.O BC detectou ainda uma melhora das estimativas de superávit da balança comercial para 2002, que subiram de US$ 4 bilhões para US$ 4,05 bilhões. O número, entretanto, ainda é menor que a projeção oficial de um superávit de US$ 5 bilhões para o ano corrente. As previsões para 2003 subiram, na mesma proporção, de US$ 4,95 bilhões para US$ 5 bilhões de superávit. As projeções de déficit em conta corrente para o próximo ano recuaram, ao mesmo tempo, de US$ 20,10 bilhões para US$ 20 bilhões, enquanto as previsões para 2002 continuaram nos mesmos US$ 20,5 bilhões da última pesquisa.Os resultados da pesquisa divulgados ontem mostraram estabilidade nas previsões para os investimentos diretos estrangeiros e para os indicadores de superávit primário e déficit nominal do setor público.As projeções para os investimentos diretos em 2002 e 2003 ficaram estáveis em US$ 17,5 bilhões e US$ 18 bilhões, respectivamente. A estimativa oficial de investimento direto para este ano continua em US$ 18 bilhões, pondendo ser revisado no fim deste mês. As previsões de superávit primário do setor público continuaram em 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2002 e em 3% do PIB para o próximo ano, enquanto as estimativas de déficit nominal permanceram em 3,5% do PIB para este ano e em 3% do PIB para 2003.

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