Projeção do mercado para a inflação cai, mostra pesquisa

As instituições financeiras ouvidas em pesquisa semanal do Banco Central (BC) reduziram suas projeções de IPCA para 2004 de 6,17% para 6,12%. Apesar da queda, o porcentual projetado ainda é maior que a meta de 5,5% e também supera os 6,06% estimados quatro semanas atrás. Para 2005, as previsões de mercado continuaram em 5% pela quadragésima quarta semana. Mesmo com a estabilidade, o valor esperado é maior que os 4,5% de meta para o próximo ano.As expectativas de IPCA em 12 meses à frente, por sua vez, recuaram de 5,60% para 5,53%, ficando 0,28 ponto porcentual acima da trajetória de metas calculada em 5,25%. Em relação à trajetória das metas de 5,1% estimada a partir da divulgação do IPCA de abril na última sexta-feira, o diferencial se encontra em cerca de 0,4 ponto porcentual. Em contrapartida, as previsões de IPCA para o corrente mês subiram de 0,40% para 0,41%.Na mesma pesquisa, as instituições ouvidas pelo BC reduziram as previsões de reajustes dos preços administrados no ano em curso de 7,20% para 7,15%, numa semana marcada pela alta do dólar em relação ao real. Para 2005, as projeções de reajustes dos administrados continuaram em 6% pela décima sexta semana. Projeção para Selic ao final de maio se mantém O mercado manteve a aposta de queda de 0,25 ponto porcentual da taxa de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês. Com a redução, a taxa Selic seria diminuída de 16% para 15,75% ao ano, segundo os dados da pesquisa semanal do Banco Central (BC). A manutenção das previsões de corte dos juros ocorreu na mesma semana em que houve um aumento da volatilidade dos mercados em função do crescimento das expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos já em junho. Um dos efeitos do aumento dos juros americano, na avaliação de analistas de mercado, será o de provocar um encurtamento da distância entre os juros cobrados no Brasil e os dos Estados Unidos. O diferencial de taxas é considerado com um dos principais fatores de atração de capitais externos ao país. A mesma tendência de estabilidade foi seguida pelas previsões de juros para o final do ano, que permaneceram em 14% pela sétima semana consecutiva. As estimativas de taxa média de juros no corrente ano, por sua vez, oscilaram de 15,26% para 15,28%. Em contrapartida, as expectativas de juros para o final de 2005 subiram de 12,88% para 13% ao ano, reduzindo o espaço de queda dos juros estipulado pelo mercado de 1,12 para 1 ponto porcentual. As previsões de taxa média de juros para o próximo ano, ao mesmo tempo, mantiveram-se estáveis em 13,34% ao ano. Câmbio: leve alta nas projeções As instituições financeiras ouvidas em pesquisa semanal do BC elevaram suas projeções de câmbio para o final do corrente mês de R$ 2,92 para 2,93. Apesar do aumento, as estimativas ainda ficaram muito abaixo do câmbio de R$ 3,1220 negociado há pouco no mercado. As projeções de câmbio para o fim do ano em curso, por sua vez, ficaram estáveis em R$ 3,05 pela oitava semana consecutiva. As expectativas de taxa média de câmbio para 2004 ficaram estáveis, na mesma pesquisa, em R$ 2,95. Para 2005, as previsões de câmbio médio subiram de R$ 3,12 para R$ 3,13. As projeções para o final do próximo ano, em contrapartida, ficaram estáveis em R$ 3,20. Sobem as projeções sobre o PIBAs projeções de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) aumentaram de 3,50% para 3,55% na pesquisa semanal do Banco Central (BC). As estimativas de investimento direto estrangeiro (IED), em contrapartida, caíram de US$ 15 bilhões para US$ 14,50 bilhões. Para este ano, as previsões de expansão do PIB continuaram em 3,50% pela sexta semana consecutiva. As expectativas de fluxo de IED, no entanto, recuaram de US$ 12,60 bilhões para US$ 12,35 bilhões, ficando ainda mais distantes dos US$ 13 bilhões projetados pelo próprio BC.

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