Projeção do mercado para IPCA de 2005 e 2006 volta a cair

As projeções de mercado para o IPCA em 2005 caíram de 5,26% para 5,23% na pesquisa semanal do BC (Focus), divulgada hoje. Esta foi a 16ª semana consecutiva de redução das projeções, que ficaram ainda mais próximas do objetivo de 5,1% perseguido pelo Copom neste ano. Há quatro semanas, essas projeções de IPCA estavam em 5,50%. Na pesquisa com as instituições financeiras Top Five, em cenário de médio prazo, a projeção para o IPCA de 2005 manteve-se em 5,29%. Há quatro semanas, as estimativas estavam em 5,57%. Para 2006, as estimativas de mercado do IPCA foram reduzidas de 4,90% para 4,85%. Esta foi a quarta queda consecutiva dessas projeções, que ainda se encontram acima do centro da meta ficada pelo CMN para 2006 (4,5%). As estimativas suavizadas de IPCA para 12 meses à frente, em contrapartida, ficaram estáveis em 4,89%. Apesar de estável, o porcentual estimado é inferior aos 4,98% projetados há quatro semanas. Para este mês de agosto, as estimativas de IPCA recuaram de 0,16% para 0,15%. Vale lembrar que o IPCA de agosto será divulgado amanhã pelo IBGE. Para setembro, as expectativas caíram de 0,35% para 0,30%. As expectativas de reajuste de preços administrados para este ano caíram de 6,80% para 6,75% e para 2006 ficaram estáveis em 5,00%. Selic O mercado financeiro reduziu as suas apostas para o tamanho da queda taxa Selic em setembro. Embora continuem prevendo redução dos juros na reunião desse mês do Copom, os analistas do mercado financeiro ouvidos pelo BC diminuíram de 0,50 ponto porcentual para 0,25 ponto porcentual as suas estimativas de queda da Selic. Agora, eles esperam que o Copom reduza de 19,75% para 19,50% a Selic. Antes da mudança, por semanas consecutivas, o mercado estava apostando que a Selic iria cair dos atuais 19,75% para 19,25%. As projeções de mercado para a taxa de juros no fim de 2006 recuaram de 15,63% para 15,50% na pesquisa semanal do BC, divulgada hoje. Em contrapartida, as expectativas de taxa média de juros para o próximo ano continuaram estáveis em 16,50%. As previsões de juros para o fim de 2005 também não se alteraram e prosseguiram em 18% pela quarta semana consecutiva. As previsões de taxa média de juros para este ano aumentaram, por sua vez, de 19,07% para 19,14%. Câmbio As projeções de mercado para a taxa de câmbio no final deste ano recuaram de R$ 2,48 para R$ 2,46. A queda vem ocorrendo, nas duas últimas semanas, a despeito do aumento da volatilidade nos mercado provocado pelas denúncias de corrupção contra o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Para o final de setembro, as previsões de câmbio aumentaram e passaram de R$ 2,39 para R$ 2,38. As expectativas para a taxa de câmbio no final de 2006, por sua vez, ficaram estáveis em R$ 2,70 pela terceira semana seguida. A projeção para a taxa média de câmbio em 2006 caiu de R$ 2,62 para para R$ 2,61. Para 2005, a estimativa de taxa média ficou estável em R$ 2,48. PIB Depois da divulgação pelo IBGE do resultado do crescimento da economia no segundo trimestre do ano, o mercado financeiro subiu as suas projeções de alta do PIB em 2005, que passaram de 3% para 3,20%. É a primeira elevação depois de noves consecutivas em que as projeções ficaram estáveis em 3%. As projeções de mercado para o crescimento da produção industrial neste ano, por outro lado, caíram de 4,50% para 4,48%. As estimativas de aumento do PIB em 2006, em contrapartida, ficaram estáveis em 3,50% pela 18ª semana seguida. Para 2006, as previsões de aumento da produção industrial permaneceram estáveis em 4,50%. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 4,43%. Balança As projeções de mercado para o superávit em conta corrente deste ano subiram de US$ 11,85 bilhões para US$ 12,10 bilhões. Esta foi a quinta elevação consecutiva destas previsões, que estavam em US$ 10,75 bilhões há quatro semanas. As estimativas de superávit da balança comercial neste ano, em contrapartida, não se alteraram e continuaram em US$ 40 bilhões. Apesar de estável, o valor projetado é superior aos US$ 38 bilhões de quatro semanas atrás. As expectativas de superávit em conta corrente para o próximo ano também mudaram, subindo de US$ 5,85 bilhões para US$ 6,19 bilhões. As previsões de superávit comercial para o próximo ano, em contrapartida, subiram de US$ 33,60 bilhões para US$ 33,73 bilhões. Os analistas do mercado financeiro também subiram as projeções de entrada de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no País em 2005, que aumentaram de US$ 15,50 bilhões para US$ 16 bilhões. Por outro lado, as estimativas de IED para 2006 caíram de US$ 15,90 bilhões para US$ 15,45 bilhões. Dívida líquida do setor público As projeções de mercado para a dívida líquida do setor público neste ano ficaram estáveis em 51,40% do PIB. Para 2006, as estimativas de dívida líquida ficaram estáveis em 50,50% do PIB. Há quatro semanas, estas projeções estavam em 50% do PIB.

Agencia Estado,

05 Setembro 2005 | 10h11

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