Projeção do mercado para IPCA sobe para 5,52%

Top 5 dos mesmos 5,33% para 5,52% no cenário de médio de prazo. O novo índice projetado pelo mercado é maior que o objetivo de 5,1% perseguido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) neste ano. Apesar disso, o porcentual estimado de inflação continua dentro do intervalo de tolerância de 2,5 pontos porcentuais da meta central de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano. As expectativas de IPCA para 2006, por sua vez, ficaram estáveis em 4,60% pela quinta semana consecutiva. O porcentual estimado, neste caso, é superior aos 4,5% da meta central do próximo ano. O índice projetado, no entanto, também se encontra dentro do intervalo de tolerância de 2 pontos porcentuais da meta central fixada pelo CMN para o próximo ano. As previsões suavizadas de IPCA em 12 meses à frente, em contrapartida, subiram de 4,63% para 4,64% e interromperam uma seqüência de duas semanas seguidas de queda. As estimativas de IPCA para este mês aumentaram, na mesma pesquisa, de 0,37% para 0,39%. Na semana passada, estas previsões tinham ficado estáveis. Para dezembro, a expectativa de inflação ficou em 0,38%. Juros As projeções de mercado para a taxa de juros neste mês ficaram estáveis em 18,50% na pesquisa do BC. As estimativas embutem uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) venha a cortar os juros em 0,50 ponto porcentual na reunião da próxima semana. As expectativas de juros para o final do ano também não mudaram e prosseguiram em 18% pela 14º semana seguida. As previsões, neste caso, também embutem uma redução dos juros em mais 0,50 ponto porcentual no último mês do ano. As previsões de taxa média de juros para este ano ficaram inalteradas em 19,15% pela nona semana consecutiva. Para o fim de 2006, as projeções de juros subiram de 15,50% para 15,75%. Na semana passada, estas estimativa tinham recuado de 16% para 15,50%. As previsões de taxa média de juros para o próximo ano, por sua vez, não mudaram e continuaram em 16,42%. Em pesquisa feita há quatro semanas, estas projeções estavam em 16,50%. Dívida líquida do setor público As projeções de mercado para a dívida líquida do setor público neste ano ficaram estáveis em 51,60% do Produto Interno Bruto (PIB). Em levantamento feito há quatro semanas, estas previsões de dívida estavam em 51,50% do PIB. Para 2006, as estimativas de dívida líquida também não mudaram e continuaram em 50,80% do PIB pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, as expectativas de dívida para o próximo ano estavam em 50,50% do PIB. PIB As projeções de mercado para o crescimento do PIB neste ano caíram de 3,30% para 3,20%. A queda ocorreu na semana em que o IBGE divulgou o resultado negativo do PIB no terceiro trimestre do ano. Com a redução, as previsões de expansão do PIB neste ano ficaram ainda mais distantes dos 3,4% previstos pelo próprio BC. As previsões de crescimento da produção industrial neste ano seguiram a mesma tendência de queda e recuaram de 4,17% para 3,79%. Em pesquisa feita há quatro semanas, as expectativas de aumento da produção industrial neste ano ainda estavam em 4,31%. Para 2006, as estimativas de crescimento do PIB ficaram estáveis em 3,50% pela 28º semana seguida. As expectativas de aumento da produção industrial no próximo ano também não mudaram e prosseguiram em 4,50% pela 11º semana seguida. Balança As projeções de mercado para o superávit da balança comercial neste ano subiram de US$ 42 bilhões para US$ 42,02 bilhões. Em levantamento feito há quatro semanas, as estimativas de superávit para este ano estavam em US$ 41,72 bilhões. Apesar da alta, as previsões de superávit em conta corrente neste ano continuaram estáveis em US$ 13 bilhões pela sexta semana consecutiva. Para 2006, as estimativas de superávit da balança comercial recuaram de US$ 35,20 bilhões para US$ 35 bilhões. Na semana passada, estas previsões tinham subido de US$ 35,01 bilhões para US$ 35,20 bilhões. As expectativas de superávit em conta corrente para o próximo ano seguiram a mesma tendência de queda e recuaram de US$ 6,40 bilhões para US$ 6,30 bilhões. Há quatro semanas, estas projeções estavam em US$ 6,45 bilhões. Fluxo de investimentos estrangeiros As projeções de mercado para o fluxo de investimentos estrangeiros diretos (IED) em 2006 caíram de US$ 16 bilhões para US$ 15,95 bilhões. Em pesquisa feita há quatro semanas, estas projeções estavam em US$ 16 bilhões. As previsões de fluxo de IED neste ano ficaram estáveis em US$ 16 bilhões pela 10º semana consecutiva.

Agencia Estado,

14 Novembro 2005 | 12h00

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