Projeção do mercado para o IPCA de 2005 sobe para 6,39%

As projeções de mercado para o IPCA de 2005 subiram de 6,30% para 6,39% em pesquisa semanal feita pelo Banco Central e divulgada hoje. Esta foi a décima primeira elevação consecutiva das estimativas de inflação para este ano, que estavam em 6,10% há quatro semanas. A nova elevação ocorreu às vésperas do início da reunião do Copom, que começa amanhã e divulga decisão na quarta-feira. Com mais esta alta, as previsões de mercado para a variação do IPCA deste ano se distanciaram ainda mais do objetivo de 5,1% perseguido pelo Copom e voltaram a se aproximar do teto da meta original de inflação (4,5% mais 2,5 pontos porcentuais de variação para cima ou para baixo). A mesma pesquisa registrou uma nova piora das projeções de inflação para este ano das instituições top five no cenário de médio prazo. Pelos dados da pesquisa Focus, estas estimativas de IPCA subiram de 6,25% para 6,32%. Essa foi a segunda elevação consecutiva das projeções de inflação para este ano das instituições top five. As previsões de inflação para 2006, em contrapartida, permaneceram estáveis em 5%. Apesar de estável, o porcentual projetado pelo mercado para a inflação do próximo ano é maior que o centro da meta de 4,5%, com intervalo de variação de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. As previsões de IPCA em 12 meses a frente, por sua vez, recuaram de 5,85% para 5,46%. A queda pode ser explicada por um efeito estatístico provocado pela exclusão das projeções de inflação para abril, uma vez que o índice oficial já foi divulgado na semana passada pelo IBGE. As previsões de IPCA para este mês e o próximo não se alteraram. Permaneceram em 0,55% e 0,40%, respectivamente. Juros As projeções de mercado para a taxa de juros neste mês ficaram estáveis em 19,50% ao ano. A estabilidade das estimativas embute uma expectativa de que o Copom não venha a aumentar os juros. Para junho, as estimativas de taxa de juros também ficaram estáveis em 19,50% e ratificaram a perspectiva de que o ciclo de alta teria mesmo se encerrado em abril último. As estimativas de juros para o final do ano também não se alteraram e prosseguiram em 18% ao ano. As projeções de taxa média de juros para este ano, em contrapartida, subiram de 18,94% para 19,03%. As expectativas de juros para o final de 2006 permaneceram estáveis em 15,50% pela segunda semana consecutiva. As estimativas de taxa média de juros para o próximo mês também não mudaram e prosseguiram em 16,30% pela segunda semana consecutiva. PIB As projeções de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caíram de 3,60% para 3,50% na pesquisa do BC. Esta foi a terceira redução consecutiva das estimativas de expansão da atividade econômica neste ano, que estavam em 3,67% há quatro semanas. A nova queda também deixou as previsões ainda mais distantes dos 4% de crescimento projetados pelo próprio BC no Relatório de Inflação divulgado ao final de março. As previsões de crescimento da produção industrial neste ano, em contrapartida, ficaram estáveis em 4,50%. As estimativas de crescimento do PIB para 2006 também não se alteraram e continuaram em 3,50% pela segunda semana consecutiva. As estimativas de aumento da produção industrial no próximo ano, em contrapartida, aumentaram de 4,50% para 4,60%. Preços administrados As projeções de mercado para o reajuste dos preços administrados neste ano subiram de 7,70% para 7,74%. Esta foi a nova elevação consecutiva destas previsões, que estavam em 7,30% há quatro semanas. As expectativas de aumento dos preços administrados no próximo ano, em contrapartida, ficaram estáveis em 6% pela quinta semana consecutiva. Câmbio As projeções de mercado para a taxa de câmbio no fim deste ano caíram de R$ 2,75 para R$ 2,70. A queda veio acompanhada de uma redução das estimativas de câmbio para o final deste mês de R$ 2,55 para R$ 2,50. Esta foi a sexta redução consecutivas das estimativas de câmbio para o final deste mês, que estavam em R$ 2,66 há quatro semanas. As estimativas de câmbio para o final de junho, por sua vez, ficaram em R$ 2,56. As expectativas de câmbio para o fim de 2006, em contrapartida, ficaram estáveis em R$ 2,90 pela segunda semana consecutiva. Dívida líquida do setor público As estimativas de mercado para a dívida líquida do setor público neste ano ficaram estáveis em 51,60% do Produto Interno Bruto (PIB) na pesquisa semanal do BC. As previsões de dívida líquida para o próximo ano seguiram a mesma tendência e ficaram estáveis em 50,45% do PIB. Balança As previsões do mercado para o superávit da balança comercial neste ano subiram de US$ 34,01 bilhões para US$ 35 bilhões. Esta foi a 12º elevação consecutiva destas previsões, que estavam em US$ 33 bilhões há quatro semanas. As projeções de superávit em conta corrente para este ano, em contrapartida, ficaram estáveis em US$ 9 bilhões. As estimativas de superávit da balança comercial no próximo ano também não mudaram e continuaram em US$ 28 bilhões. As estimativas de superávit em conta corrente para 2006, por sua vez, caíram de US$ 3,60 bilhões para US$ 3,10 bilhões. Investimento estrangeiro As estimativas de mercado para o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) neste ano ficaram estáveis em US$ 15 bilhões. O valor projetado é inferior aos US$ 16 bilhões estimados pelo próprio BC. As estimativas de fluxo de IED para 2006 também não mudaram e continuaram em US$ 15 bilhões.

Agencia Estado,

16 Maio 2005 | 09h09

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