Projeção do mercado para o PIB de 2006 continua caindo

A projeção do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006 continua caindo, desta vez para 2,73%, segundo pesquisa semanal do Banco Central (BC) divulgada nesta segunda-feira. As previsões, que eram de 2,74% na semana passada, estavam em 2,80% há quatro semanas. Para este ano, as projeções de aumento do PIB continuaram estáveis em 3,50%. Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a estimativa do mercado para 2006 se manteve estável em 3,11%. A previsão está abaixo da meta central de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%. Para este ano, a expectativa é de que o índice fique em 4%.As projeções para a taxa básica de juros, a Selic (atualmente em 13,25% ao ano), neste mês ficaram estáveis em 13% ao ano. O porcentual estimado embute uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) cortará os juros em apenas 0,25 ponto porcentual na reunião dos dias 23 e 24. As previsões de juros para o fim do ano também não se alteraram e prosseguiram em 11,75% ao ano. As estimativas de taxa média de juros para este ano, por sua vez, recuaram de 12,31% para 12,22%. IGPsNo caso da variação do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2006, a expectativa caiu de 3,89% para 3,88%. Para este ano, as estimativas de alta do IGP-DI seguiram estáveis em 4,30%.As estimativas de alta do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) neste ano, por sua vez, ficaram estáveis em 4,29%. Para o Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe), as projeções de alta do IPC da Fipe neste ano recuaram, ao mesmo tempo, de 3,99% para 3,97%. CâmbioAs projeções para a taxa de câmbio no fim do ano caíram de R$ 2,25 para R$ 2,20. As estimativas de taxa média de câmbio para este ano, por sua vez, continuaram estáveis em R$ 2,20. Para o final deste mês, as estimativas de câmbio não se alteraram e prosseguiram em R$ 2,15 pela terceira semana consecutiva.Para a dívida líquida do setor público em 2006, a expectativa ficou estável em 50% do PIB. Para este ano, as estimativas de mercado para a dívida líquida continuaram estáveis em 49% do PIB. As previsão do mercado para o superávit da balança comercial neste ano subiu de US$ 38 bilhões para US$ 38,6 bilhões. Apesar da alta, as estimativas de superávit em conta corrente para este ano caíram de US$ 6,60 bilhões para US$ 6,40 bilhões. Para 2006, as estimativas de superávit em conta corrente subiram de US$ 13 bilhões para US$ 13,50 bilhões. Investimento estrangeiroAs projeções para o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) neste ano subiram de US$ 16,10 bilhões para US$ 16,20 bilhões. Para 2006, as estimativas de entrada de IED continuaram estáveis em US$ 16 bilhões pela quinta semana consecutiva.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.