Projeção do PIB para 2004 sobe de 3,52% para 3,57%

As instituições financeiras e empresas consultadas pelo Banco Central reavaliaram, mais uma vez, suas estimativas para a taxa de crescimento da economia brasileira este ano. De acordo com a pesquisa, divulga esta manhã, os analistas acreditam que o Produto Interno Bruto (PIB) do País deverá crescer 3,57% este ano, e não mais 3,52% como estimado no levantamento anterior. Para 2005, os cálculos continuam reforçando a projeção antiga: a economia brasileira deverá crescer no período 3,5%.Em termos de endividamento, as instituições ouvidas pelo BC apostam que a dívida líquida do setor público deverá fechar o ano de 2004 correspondendo a 57% do PIB, mesmo porcentual estimado nas últimas oito semanas. Para 2005, os analistas acreditam que esta dívida estará valendo 55,15% do PIB, pouco abaixo dos 55,40% projetados no levantamento anterior.Contas externasA pesquisa do BC revelou ainda que as instituições financeiras e empresas elevaram mais uma vez suas projeções para o resultado das contas externas brasileiras em 2004. De acordo com o levantamento, as apostas indicam que o País deverá fechar o ano com um superávit de US$ 6 bilhões em suas transações correntes. Até semana passada, a projeção média era de um saldo positivo de US$ 5,69 bilhões.Para 2005, entretanto, houve uma pequena redução no superávit estimado. Ao invés de um saldo positivo de US$ 300 milhões, as instituições consultadas pelo BC acreditam que o País fechará o ano de 2005 com um superávit em transações correntes de U$ 220 milhões.Saldo comercialPelo lado comercial as estimativas continuam positivas. Para 2004, as instituições e empresas acreditam que o País acumulará um superávit comercial de US$ 29 bilhões, acima dos US$ 28 bilhões estimados no levantamento anterior.Alterações também foram feitas na projeção para 2005. Ao invés de um superávit de US$ 24,55 bilhões, as instituições apostam agora que o saldo comercial será de US$ 25 bilhões.Investimentos estrangeirosEm termos de investimentos estrangeiros diretos (IED), para 2004 não houve nenhuma novidade, e as empresas continuam apostando que o País receberá US$ 10 bilhões desse tipo de investimento. Para 2005, entretanto, houve uma leve redução na estimativa de ingresso desse capital, passando de US$ 13 bilhões para US$ 12,95 bilhões.

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