Projeção é que novas empresas tenham 20% do mercado em 2015

Previsão anterior da Barclays Capital, que foi revisada, era de 15% do mercado para novos concorrentes

, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2011 | 00h00

Além do aumento da competição entre a Cielo e a Redecard para não perder seus lojistas cadastrados, a entrada de novas empresas no segmento também estimula o mercado a ficar ainda mais competitivo. O banco Santander, por exemplo, opera nesse mercado desde abril do ano passado, após fechar uma parceria com a GetNet, e já contabiliza 70 mil lojistas credenciados.

Recentemente, três empresas americanas anunciaram que vão entrar no setor. Global Payments, First Data e Elavon já estão iniciando operações na área. Esta última fechou acordo com o Citigroup para operar no Brasil. Já a Global Payments contratou Edson Luiz dos Santos, que era diretor financeiro da Redecard, para tocar a empresa aqui. A gestora Barclays Capital estimava que os novos entrantes teriam 15% desse setor até 2015, mas, frente ao novo cenário, aumentou o número para 20%.

Terminais. Para os especialistas, um outro fator que pode atingir as receitas de Cielo e Redecard é a possibilidade de uso de um só terminal de cartões. Esse fator deve ser mais importante no caso dos pequenos varejistas, que têm menos poder de fogo para brigar por reduções nas taxas.

Atualmente, as empresas têm uma receita considerável com o aluguel dos equipamentos, que fica em torno de R$ 100 por máquina, na média. Com o fim da exclusividade no credenciamento, o lojista pode optar por ficar com apenas uma máquina, que lê todos os cartões. Mas esse movimento ainda é tímido, pois os lojistas temem problemas tecnológicos ao optarem por uma das redes.

De acordo com Fábio Pina, economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), a possibilidade de utilização de apenas uma máquina de cartão de crédito nos pontos de venda traria vantagem aos comerciantes, mas o resultado está abaixo do esperado. "Muitos varejistas ainda temem ficar apenas com uma máquina, por possíveis falhas na comunicação (dos dados)", ressalta.

O vice-presidente e diretor de comunicação da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Orlando Morando, acrescenta que, nas grandes capitais, os serviços não vêm apresentando problemas, mas que ainda há locais, como em cidades do interior, onde ocorrem falhas na comunicação de dados, o que acaba fazendo o lojista perder vendas.

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