Projeção para inflação em 2005 é superior ao alvo do BC

O Relatório de Inflação Trimestral divulgado hoje pelo Banco Central (BC) trouxe uma projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - usado como referência para a meta de inflação - de 2005 de 5,6%. O porcentual estimado, de acordo com o documento do BC, foi calculado a partir de um cenário de referência com juros estáveis em 16,25% ao ano e câmbio a R$ 2,90. A projeção para 2005 não só está acima dos 4,5%, como supera os 5,1% explicitados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) como meta a ser perseguida no próximo ano (veja mais informações no link abaixo). Essa alteração no alvo adotado pelo BC para a inflação foi anunciado na semana passada. Na ocasião ele informou que a política monetária passará agora a ser calibrada de modo a perseguir no próximo ano uma inflação de 5,1%, que corresponde à meta central fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), acrescida de 0,6 ponto porcentual a título de acomodação parcial da inércia inflacionária que será herdada de 2004. Ou seja, o BC passará a considerar em 2005 a pressão sobre os preços herdada do ano anterior No relatório divulgado em junho, o BC trabalhava com a hipótese de a inflação do próximo ano ficar em 4,4%, um pouco abaixo do centro da meta fixada pelo CMN em 4,5%. Naquela ocasião, o cenário de referência usado pelo BC levava em conta uma taxa de juros de 16% ao ano e de uma taxa de câmbio de R$ 3,10. Projeção para este ano As projeções do BC para inflação neste ano de 2004 contidas no mesmo documento divulgado hoje passaram dos 6,4% do relatório de junho para 7,2%. "Essa elevação da inflação, que reflete uma taxa mais elevada no quarto trimestre de 2004 do que no quarto trimestre de 2003, está primordialmente associada à recuperação da economia, com redução do hiato do produto, e à deterioração das expectativas de inflação dos agentes privados, que impacta diretamente a formação de preços correntes, dadas as condições de demanda, e também contribui para reduzir a taxa de juros real esperada", diz o relatório do BC.

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