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Projeção para IPCA de 2011 vai a 5,31%

A inflação segue como uma das principais preocupações do mercado em 2011. Pesquisa divulgada ontem pelo Banco Central (BC) mostra que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no próximo ano subiu pela terceira semana seguida, de 5,29% para 5,31%. A trajetória para o índice de 2010, que será conhecido no início de janeiro, é ainda mais dramática: a 13.ª alta consecutiva levou a previsão dos analistas para 5,90%.

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2010 | 00h00

Na primeira pesquisa feita após a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação, analistas seguiram o BC e reforçaram a preocupação com o tema. A previsão do mercado é até mais pessimista que a feita pelo BC, que prevê alta do IPCA de 5% no próximo ano. Analistas elevaram as previsões porque os índices têm subido com força nas últimas semanas e há sinais de que a pressão de alta pode continuar.

Nos alimentos, a preocupação continua com os reajustes que inicialmente eram localizados, mas se repetiram por várias semanas em um período maior que o previsto. Agora, há preocupação com a subida das commodities internacionais. Nos serviços, o aumento da renda tem favorecido alta de preços em ritmo superior ao resto da inflação.

Além disso, a demanda interna segue aquecida e em ritmo superior à oferta. No Brasil, consumidores têm comprado mais graças à melhora da renda, emprego e crédito em expansão.

Esse cenário acendeu a luz amarela no BC. Inicialmente, a instituição decidiu tomar medidas prudenciais para tentar conter o ritmo de expansão do crédito. Anunciada no início de dezembro, a medida conseguiu em poucos dias encarecer o crédito ao consumidor, o que pode conter o ritmo da inflação.

A LCA Consultores destacou ontem, porém, que as previsões para a inflação pioraram nas últimas semanas mesmo com as medidas de restrição do BC e os sinais de política monetária mais austera nos próximos meses.

Por isso, o mercado espera uma nova cartada. Na semana passada, o BC deu sinais fortes no Relatório de Inflação de que é preciso reagir à escalada dos preços que se distanciam do centro da meta de inflação de 4,50%. No documento, afirma que o quadro exige ajuste do juro no "curto prazo". Para analistas, o sinal foi claro: a Selic sobe em janeiro.

Na pesquisa Focus, foi mantida a aposta de que o novo presidente do BC, Alexandre Tombini, aumentará a taxa em 0,50 ponto, para 11,25% na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sob sua gestão, em janeiro de 2011.

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