Projeção para juro básico tem queda generalizada

Já existe previsão apontando para uma taxa Selic de 6% no final deste ano; taxa atual é de 8,5%

O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2012 | 03h05

A economia fraca e a consequente desaceleração da inflação têm provocado intensa rodada de revisão nas estimativas para o juro básico do País (Selic). Já há até quem preveja que a taxa chegará a 6% no fim de 2012, ante o nível atual de 8,5%. Este é o caso do economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

O banco Credit Suisse não foi tão longe, mas revisou, na semana passada, a estimativa para a Selic de 7,75% para 7,25% ao final de 2012. "Acreditamos que é baixa a probabilidade de forte recuperação da atividade no curto prazo", afirmaram, em relatório, os analistas do banco.

"Além disso, o cenário global tende a gerar um ambiente ainda mais benigno para a inflação doméstica. Nesse cenário, julgamos que não há razões fortes para assumir uma interrupção do ciclo de afrouxamento monetário nas duas próximas reuniões (do Comitê de Política Monetária, o Copom)."

Também na semana passada, o Itaú reviu a previsão para a Selic em 2012, de 7,75%, para 7,50% ao ano. "Nesse ambiente de crescimento mais baixo, o governo deve usar mais intensamente seu amplo arsenal de medidas para impulsionar o PIB (Produto Interno Bruto)", escreveram os analistas do banco. "Isso significa, entre outras coisas, taxas de juros mais baixas."

O Bradesco é outra instituição que, na semana passada, diminuiu a projeção para a taxa básica - de 8% para 7,5% ao ano. "O ritmo (da atividade econômica) nos seis meses encerrados em março é o menor desde 2003, excetuando 2008/2009", disseram os analistas, referindo-se ao período mais agudo da crise global até o momento. / L.M.

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