André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Projeção para juros em 2017 cai com expectativa de inflação menor, aponta Focus

Economistas de instituições financeiras revisaram para 11,50% a estimativa para a Selic no ano que vem; projeção para o IPCA em 2017 recuou para 5,50%

Reuters

16 de maio de 2016 | 11h21

SÃO PAULO - Economistas de instituições financeiras revisaram para baixo sua estimativa para a taxa básica de juros em 2017, na sequência de uma perspectiva de inflação menor no ano que vem.

A pesquisa Focus do Banco Central mostrou nesta segunda-feira que a projeção para a Selic no ano que vem caiu a 11,50%, contra 11,75% na semana anterior. Para este ano, a expectativa para a taxa básica de juros permaneceu em 13%.

Já o Top 5, grupo que mais acerta as projeções, reduziu as contas para a Selic este ano a 13,75%, de 13,88%, e passou a ver a taxa em 2017 a 12,25%, contra 12,63% na pesquisa anterior.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ainda não anunciou quem será o novo presidente da autoridade monetária. O anúncio da equipe econômica estava marcada para esta segunda-feira, mas foi adiada para terça. Ilan Goldfajn, do Itaú Unibanco, é o mais cotado para assumir o posto.

O levantamento foi fechado pouco depois de o vice-presidente Michel Temer assumir interinamente, na quinta-feira, a Presidência da República, e pode ainda não refletir possíveis mudanças de cenário visualizadas pelos entrevistados com a alteração no comando do País.

O Senado decidiu na semana passada dar andamento ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, consequentemente afastando-a do cargo por até 180 dias.

Já a perspectiva para a alta do IPCA neste ano permaneceu em 7%, acima do teto da meta do governo, de 4,5% com tolerância de 2 pontos porcentuais. Para o ano que vem a expectativa de inflação caiu a 5,50%, uma diferença de 0,12 ponto porcentual, dentro da meta para o ano que vem, de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a contração neste ano é calculada agora em 3,88%, contra queda de 3,86% anteriormente. Para 2017 a expectativa é de um crescimento de 0,50%, inalterada sobre o levantamento anterior.

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