Projeções do mercado para inflação ficam estáveis

As projeções de mercado para IPCA de 2005 ficaram estáveis em 5,31% em pesquisa semanal do BC, divulgada hoje. Apesar de estável, o porcentual estimado é superior ao objetivo de 5,1% perseguido pelo Copom este ano. O índice, no entanto, encontra-se dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação deste ano (4,5%, com margem de tolerância de 2,5 pontos porcentuais para cima ou para baixo). As estimativas de IPCA para 2005 das instituições Top 5 também não mudaram e prosseguiram em 5,33% no cenário de médio prazo.As previsões de inflação para 2006 não sofreram alterações e ficaram em 4,60% pela terceira semana consecutiva. O porcentual estimado pelo mercado é superior à meta central de 4,5% fixada para o próximo ano. O porcentual, entretanto, encontra-se também dentro do intervalo de tolerância, que no ano que vem será de 2 pontos porcentuais.As projeções de inflação 12 meses à frente suavizadas caíram, na mesma pesquisa, de 4,71% para 4,66%. Este porcentual é inferior aos 4,69% projetados há quatro semanas. As estimativas de inflação para este mês de outubro subiram pela segunda semana seguida, variando de 0,53% para 0,56%. Há quatro semanas, essas projeções estavam em 0,41%. Para o próximo mês (novembro), as estimativas de inflação recuaram de 0,38% para 0,37%. Há quatro semanas, essas projeções estavam em 0,39%. A pesquisa do BC também registrou um aumento das previsões de reajuste dos preços administrados este ano de 7,50% para 7,64%. Em contrapartida, as projeções de alta dos administrados em 2006 caíram de 4,85% para 4,80%. IGP-MAs projeções de mercado para o IGP-M deste ano subiram de 1,58% para 1,62%. Esta foi a terceira elevação consecutiva destas previsões, que estavam em 1,35% há quatro semanas. As estimativas para 2006, em contrapartida, caíram de 4,92% para 4,90%. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 5%.As expectativas de alta do IGP-DI em 2005 seguiram a mesma tendência de queda e recuaram de 1,54% para 1,51%. Apesar disso, o porcentual estimado é superior aos 1,40% de pesquisa divulgada há quatro semanas. Para 2006, as previsões de IGP-DI ficaram estáveis em 5% pela sétima semana seguida. JurosAs projeções de mercado para a taxa de juros em novembro ficaram estáveis em 18,50% na pesquisa semanal do BC. A estimativa embute uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) venha a cortar os juros em mais 0,50 ponto porcentual no próximo mês. As expectativas de juros para o final do ano também não mudaram e prosseguiram em 18% pela 12º semana consecutiva. As estimativas de taxa média de juros para este ano não se alteraram e continuaram em 19,15% pela sétima semana seguida. Para o final de 2006, as expectativas de juros subiram de 15,88% para 16%. As previsões de taxa média de juros para o próximo ano, em contrapartida, caíram de 16,50% para 16,40%. CâmbioAs projeções de mercado para a taxa de câmbio no fechamento deste mês subiram de R$ 2,26 para R$ 2,27. Há quatro semanas, as estimativas para o câmbio para o fim deste mês estavam em R$ 2,30. As expectativas para o câmbio no final de novembro, em contrapartida, ficaram estáveis em R$ 2,29. Há quatro semanas, estas projeções estavam em R$ 2,33. As previsões de câmbio para o fim do ano também não mudaram e prosseguiram em R$ 2,30. O valor é inferior aos R$ 2,35 estimados há quatro semanas. As projeções de câmbio para o fim de 2006 continuaram inalteradas em R$ 2,50. O valor é menor que os R$ 2,56 previstos há quatro semanas. Dívida líquida do setor públicoAs projeções de mercado para a dívida líquida do setor público em 2006 subiram de 50,70% para 50,80% do Produto Interno Bruto (PIB). Esta foi a segunda alta consecutiva destas previsões, que estavam em 50,50% do PIB há quatro semanas. Para este ano, as estimativas de dívida líquida ficaram estáveis em 51,60% do PIB. Apesar disso, o porcentual é superior aos 51,50% do PIB previstos há quatro semanas.PIBAs projeções de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano ficaram estáveis em 3,31%. O porcentual, apesar de estável, é inferior aos 3,4% esperados pelo próprio BC. As expectativas de aumento da produção industrial neste ano recuaram, por sua vez, de 4,31% para 4,26%. Mesmo com a queda, o porcentual ainda é superior aos 4,11% estimados há quatro semanas. Para 2006, as expectativas de expansão do PIB seguiram em 3,50% pela 26º semana seguida. As previsões de crescimento da produção industrial também não mudaram e continuaram em 4,50% pela nona semana consecutiva.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.