Projeções do mercado para o IPCA/2006 caem para 4,50%

As projeções de mercado para o IPCA de 2006 caíram de 4,51% para 4,50% na pesquisa semanal do BC, divulgada hoje. Esta foi a segunda redução consecutiva destas projeções, que estavam em 4,60% há quatro semanas. Com a nova redução, as estimativas de IPCA para 2006 ficaram, pela primeira vez, no centro da meta fixada pelo CMN para o próximo ano.A pesquisa registrou, ao mesmo tempo, a sexta elevação seguida das previsões de IPCA para este ano, que subiram de 5,63% para 5,68%. Com a nova alta, as projeções ficaram ainda mais distantes do objetivo de 5,1% perseguido pelo Copom. Apesar disso, o porcentual ainda é inferior aos 7% do teto do intervalo de tolerância da meta central de 4,5% fixada para este ano.As instituições Top 5 também aumentaram suas estimativas para a inflação deste ano, que subiram de 5,64% para 5,73% no cenário de médio prazo.As expectativas suavizadas de IPCA em 12 meses à frente recuaram pela terceira semana seguida, passando de 4,56% para 4,49%. Há quatro semanas, essas projeções estavam em 4,64%.As previsões de IPCA para este mês de dezembro caíram de 0,36% para 0,35%. Esta foi a segunda queda consecutiva destas previsões, que estavam em 0,38% há quatro semanas. Para janeiro de 2006, as estimativas de IPCA, divulgadas pela primeira vez, ficaram em 0,40%.A pesquisa do BC também registrou uma elevação das projeções de reajuste dos preços administrados este ano de 8,10% para 8,45%. Há quatro semanas, estas estimativas estavam em 7,90%. Para 2006, a expectativa de aumento dos preços administrados ficaram estáveis em 4,50%. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 4,90%.JurosAs projeções de mercado para a taxa de juros no final deste mês ficaram estáveis em 18%. O porcentual embute a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) venha a cortar os juros em 0,50 ponto porcentual na reunião de amanhã e quarta-feira. As previsões de taxa média de juros para este ano também não se alteraram e prosseguiram em 19,15% pela 13º semana seguida.Para janeiro de 2006, as estimativas de mercado divulgadas pela primeira vez ficaram em 17,50%. A projeção embute a previsão de queda de mais 0,50 ponto porcentual na primeira reunião do Copom no próximo ano. Para o fim de 2006, as estimativas de juros caíram de 15,50% para 15,38%. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 15,75% ao ano.As estimativas de taxa média de juros para o próximo seguiram a mesma tendência de queda e recuaram de 16,04% para 15,82%. Esta foi a quarta queda seguida destas previsões, que estavam em 16,42% há quatro semanas.CâmbioAs projeções de mercado para a taxa de câmbio no final deste mês caíram de R$ 2,25 para R$ 2,22 na pesquisa semanal do BC. A queda ocorreu na mesma semana em que o BC resolveu aumentar o número de leilões de swap cambial com a intenção de conter a queda das cotações do dólar frente ao real.Para janeiro do próximo ano, as previsões de câmbio divulgadas pela primeira vez ficaram em R$ 2,24. Para o final de 2006, as estimativas de câmbio recuaram, por sua vez, de R$ 2,45 para R$ 2,43. Há quatro semanas, estas projeções estavam em R$ 2,46.Dívida líquida do setor públicoAs projeções de mercado para a dívida líquida do setor público em 2006 subiram de 50,75% para 50,80% do Produto Interno Bruto (PIB). Com a alta, as estimativas de dívida para o próximo ano voltaram ao mesmo patamar de quatro semanas atrás. Para este ano, as previsões de dívida líquida permaneceram estáveis em 51,60% do PIB pela sétima semana consecutiva. A estabilidade destas estimativas vem se mantendo mesmo depois de o IBGE ter informado de que o PIB do terceiro trimestre do ano havia recuado 1,2%.PIBAs projeções de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caíram de 2,66% para 2,52%. Esta foi a sexta queda seguida destas previsões, que estavam em 3,20% há quatro semanas. No relatório de inflação divulgado ao final de setembro, o BC esperava que o PIB tivesse neste ano uma expansão de 3,4%.As estimativas para o crescimento da produção industrial neste ano seguiram a mesma tendência de queda e recuaram de 3,51% para 3,15%. Há quatro semanas, estas previsões ainda estavam em 3,79%. Para 2006, as expectativas de crescimento do PIB ficaram estáveis em 3,50% pela 32º semana seguida. As previsões de aumento da produção da produção industrial no próximo ano, por sua vez, recuaram de 4,50% para 4,10%.Superávit da balança comercialAs projeções de mercado para o superávit da balança comercial neste ano subiram de US$ 43 bilhões para US$ 43,73 bilhões. Esta foi a quinta elevação consecutiva destas previsões, que estavam em US$ 42,02 bilhões há quatro semanas. Apesar do aumento, as estimativas de superávit em conta corrente para este ano ficaram estáveis em US$ 14 bilhões. Há quatro semanas, as expectativas de superávit em conta corrente para este ano estavam em US$ 13 bilhões. Para 2006, as previsões de superávit da balança comercial aumentaram de US$ 35,66 bilhões para US$ 36 bilhões. Esta foi a quarta elevação seguida destas estimativas, que estavam em US$ 35 bilhões há quatro semanas. As expectativas de superávit em conta corrente para o próximo ano subiram, ao mesmo tempo, de US$ 6,50 bilhões para US$ 6,57 bilhões. Há quatro semanas, estas previsões estavam em US$ 6,30 bilhões.Fluxo de investimento estrangeiroAs projeções de mercado para o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) neste ano caíram de US$ 16 bilhões para US$ 15,50 bilhões. Com a queda, as previsões ficaram abaixo dos US$ 16 bilhões esperados pelo próprio BC. Para 2006, as previsões de fluxo de IED seguiram a mesma tendência de queda e recuaram de US$ 15,45 bilhões para US$ 15 bilhões. Esta foi a segunda redução seguida destas previsões, que estavam em US$ 15,95 bilhões há quatro semanas.

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