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Projeções indicam queda do PIB entre 0,80% e 2,03% no terceiro trimestre

Levantamento realizado depois da divulgação do IBC-Br mostra que economistas acreditam que o Brasil continuou em recessão entre julho e setembro

Maria Regina Silva e Denise Abarca, O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2015 | 14h51

SÃO PAULO - A economia brasileira continuou em recessão no terceiro trimestre, mas em um ritmo um pouco menos intenso que no período de abril a junho de 2015, quando o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 1,9%. É o que retrata quase todas as expectativas preliminares coletadas pela pesquisa AE Projeções, da Agência Estado, para o PIB entre julho e setembro. O levantamento relâmpago, realizado logo após a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), mostra que as estimativas de 25 casas para o PIB do terceiro trimestre ante o anterior, com ajuste sazonal, são de queda de 0,80% a 2,03%, o que gerou mediana negativa de 1,20%.

No confronto com o mesmo trimestre de 2014, as previsões são de retração de 3,20% a 4,90%. A partir deste intervalo de previsões, a mediana é de declínio de 4,20%, mais expressivo que o de 2,6% apurado no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2014. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa o PIB dos meses de julho a setembro no dia 1º dezembro, às 9 horas.

Usado como referência para balizar as estimativas para o PIB, o IBC-Br do terceiro trimestre caiu 1,41% ante o trimestre anterior, e cedeu 5,09% em relação aos meses de julho a setembro de 2014, conforme o BC.

O quadro geral da avaliação dos analistas em relação ao PIB é de desconforto tanto do lado da oferta como da demanda, diante dos problemas enfrentados pelo País. "Os empresários não enxergam num futuro próximo qualquer aumento de demanda que compense elevar investimentos, nem o farão. A recessão continuará promovendo os ajustes econômicos", analisou, em relatório, o economista-chefe da Parallaxis Consultoria, Rafael Leão, que espera queda de 0,80% do PIB no terceiro trimestre, na margem.

Os profissionais acreditam que o PIB do terceiro trimestre deve mostrar com mais força os reflexos do enfraquecimento do mercado de trabalho sobre os gastos dos consumidores, que devem ter diminuído ainda mais nesta leitura. "O consumo deve ser o grande vetor", disse o economista Ederson Schumanski, do Banco Sicredi, lembrando do recuo de 3,0% nas vendas do varejo ampliado no terceiro trimestre em relação ao anterior.

"A queda do PIB deve-se a uma conjunção de fatores, mas será mais puxado pelo consumo", reforçou o economista-chefe da Quantitas Asset Management, Gustav Gorski, que estima declínio de 1,00% do PIB no período, na margem.

O contraponto, dizem os analistas, podem ficar com a agropecuária e a parte das exportações, que estão beneficiando a balança comercial, por causa da depreciação cambial. "Pode ser que a parte de agro dê uma segurada, mas não deve explicar tudo, assim como, pelo lado externo, as exportações podem ajudar, como já temos visto algum respiro no quantum, que vem aumentando", argumentou o economista Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria integrada, ao estimar queda de 1,00% para o PIB do terceiro trimestre, menos intensa que a de 1,9% no segundo. "No caso da indústria, o PIB deve cair menos, mas continua recuando", ponderou.

Para Leão, da Parallaxis, o setor externo, apesar da desvalorização cambial, não deve ser capaz de reativar o crescimento no curto prazo. "Pode ajudar o Brasil a recuperar-se no médio e longo prazo. Tem auxiliado a economia não recuar mais do que tem recuado", completa nota do economista.

O declínio de 1,9% da economia entre os meses de abril a junho deste ano em relação ao trimestre anterior foi composto por recuos de 2,7% da agropecuária; de 4,3% da indústria; e de 0,7% de serviços. Do lado da demanda, o consumo das famílias teve retração de 2,1%, enquanto os gastos do governo subiram 0,7%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que representa os investimentos, caiu 8,1% e as exportações de bens e sérvios cresceu 3,4% no segundo trimestre no confronto com o anterior.

De acordo com o economista do Sicredi, o PIB do setor de serviços deve mostra uma piora adicional nesta leitura do terceiro trimestre, à medida que o mercado de trabalho vem fechando mais vagas. "Acaba refletindo nos salários e influenciando o consumo. No entanto, não dá para culpar só um único segmento, deve ter queda generalizada", ponderou Schumanski, que prevê PIB negativo em 1,40% no terceiro trimestre.

A economista Natalia Cotarelli, do Banco ABC Brasil, que aguarda recuo de 1,30% para o PIB, também menos expressivo que o de 1,90% no segundo trimestre, não vê um indicativo de retomada à frente. "Ainda deve ter queda importante da indústria, serviços e no comércio. É bem difícil vislumbrar melhora", afirmou. 


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