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Projeções para o IPCA de março superam 0,8%

Para analistas, índice do mês será pressionado pelo 'choque dos alimentos', que já apareceu no IPCA-15, e também pelos transportes

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2014 | 02h07

As projeções para o IPCA fechado deste mês, que será divulgado pelo IBGE em 9 de abril, apontam para um índice superior a 0,8%. Se confirmado, será o maior indicador para o mês de março desde 2003, quando atingiu 1,23%. Pesquisa feita ontem pelo serviço AE Projeções com 25 instituições financeiras mostra as projeções variando entre 0,69% e 0,89%, com a maior parte das apostas em 0,82%. O IPCA-15, que é uma prévia do índice oficial de inflação do País, fechou este mês em 0,73%, também o maior valor para os meses de março desde 2003.

Para o economista-chefe da Mauá Sekular Investimentos, Alessandro del Drago, o IPCA deve terminar o mês com alta de 0,85%, ficando "significativamente acima da média histórica para meses de março, que costumam ter taxas menores que a de fevereiro". Para ele, o grupo Alimentação deve se configurar como o vilão da inflação do mês, em razão do choque agrícola que já apareceu no IPCA-15. "No acumulado em 12 meses, deve subir daqui em diante e bater 6,8% em setembro, fechando o ano em 6%", disse. Se a taxa de 0,85% da Mauá for confirmada no IPCA de março, o acumulado em 12 meses irá a 6,07%.

Apesar de o resultado do IPCA-15 não ter causado surpresa para o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal, ele ressalta que o dado não pode ser considerado bom pelo seu nível (elevado). Para o economista, o avanço do grupo Alimentação também preocupa, uma vez que a fonte de pressão mais forte, a das carnes, ainda não se manifestou no índice de inflação. "Com o término das promoções de verão e a entrada das coleções de inverno, o grupo Vestuário será outro fator de pressão nas próximas divulgações do IPCA", disse Leal em relatório. O ABC integra a lista das instituições que preveem elevação do IPCA de março na faixa de 0,80%.

Na Tendências Consultoria, a previsão para o índice fechado do mês foi elevada de 0,58% para 0,78%. A analista Adriana Molinari contou que também se surpreendeu com o aumento expressivo da passagem aérea, resultado que, segundo ela, deve se repetir no IPCA fechado. "O que nos chamou a atenção foi a intensidade da elevação", disse, acrescentando que o grupo Transportes no IPCA ainda sofrerá influência dos combustíveis. / MARIA REGINA SILVA, DENISE ABARCA e FLAVIO LEONEL

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