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Projeto aposta em lojas de café na China

Exportadores de café descobriram a porta de entrada para o mercado chinês: redes de "coffee shops". O Conselho Deliberativo de Política Cafeeira do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, que reúne representantes do setor público e privado, está elaborando um projeto para a criação de uma rede de cafés, a exemplo da americana Starbucks.O nome ainda não foi definido, mas cogita-se algo como "Café do Brasil", possivelmente em chinês. Pelo projeto, a rede seria criada em associação com um empresário local, que ficaria a cargo do negócio. O investimento por parte do Brasil deve ser feito em mercadoria, com as seis milhões de sacas que o programa Funcafé tem em estoque.A China descobriu a bebida muito recentemente e hoje consome 300 mil sacas de café por ano - isso equivale ao que o Brasil consome em apenas uma semana. Lá, o consumo está associado a um estilo de vida moderno e concentra-se, quase exclusivamente, nas coffee shops.Só a rede Starbucks possui, em Xangai e Pequim, 130 lojas. "O chinês não bebe café em casa", afirma Guilherme Braga, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café Verde do Brasil (Cecafé). "Se quisermos conquistar esse mercado com um produto de maior valor agregado, temos de explorar o ponto-de-venda."A idéia da rede de cafés ganhou uma certa "urgência" depois que a atriz Lucélia Santos foi a Brasília, no mês passado, apresentar um projeto de uma minissérie a ser exibida na China. Com 25 capítulos, "O Amor do Outro Lado da Terra", terá a produção de café no Brasil pelos imigrantes como pano de fundo. A atriz - que por causa da exibição de Escrava Isaura, em 1976, se transformou em celebridade na China - foi em busca de apoio governamental e patrocínio dos produtores de café."A minissérie tem um potencial enorme de alavancar as vendas e criar uma cultura de consumo de café", diz Braga. "Porém, precisamos ter o produto disponível para nos beneficiarmos do marketing que sua exibição irá proporcionar."O assunto da rede de café foi tratado de forma preliminar com empresários chineses da Câmara de Comércio China-Brasil, durante a viagem do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, à Ásia em abril. Em breve, o governo deverá enviar um técnico à China para aprofundar a pesquisa de mercado e elaborar um pré-orçamento.

Agencia Estado,

25 de junho de 2002 | 23h15

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