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Projeto de expansão da Veracel é suspenso

Esse é o quarto projeto da área de celulose adiado com a crise global

Alberto Komatsu e André Magnabosco, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2009 | 00h00

A crise financeira global pegou mais um projeto do setor de papel e celulose no Brasil. A Aracruz Celulose anunciou ontem o adiamento dos planos de expansão da Veracel, unidade produtora de celulose branqueada de eucalipto, no sul da Bahia, por pelo menos um ano. Em comunicado, a Aracruz informou que a decisão foi tomada em conjunto com a sócia sueco-finlandesa Stora Enso e que a sua parte do investimento seria de R$ 75 milhões. O projeto previa a segunda linha de produção (Veracel II), com produção anual de 1,4 milhão de toneladas.O diretor-presidente da Veracel, Antonio Sergio Alípio, justifica a medida dizendo que a trajetória de redução nos preços da celulose registrada desde o agravamento da crise mundial, em setembro passado, deverá se estender ao longo do segundo trimestre deste ano. "O mercado continua com forte retração na demanda, por isso a expectativa é de que a queda persista por algum tempo", disse à Agência Estado.Com o anúncio de ontem da Veracel, já são quatro os projetos de expansão do setor de celulose no País que foram adiados após o agravamento da crise global, no final do ano passado. Os outros três projetos adiados são da própria Aracruz e da Votorantim Celulose e Papel (VCP), que formarão uma única empresa após a conclusão do processo de reestruturação societária da primeira. Estão nessa lista a unidade projetada pela Aracruz em Minas Gerais, o projeto de uma das empresas no Rio Grande do Sul - ambas as companhias pretendiam construir fábricas em território gaúcho - e uma expansão no mesmo Estado.Somados, os três projetos da VCP e da Aracruz representariam investimentos de cerca de US$ 6 bilhões, entre compra de equipamentos, construção das unidades, formação da base florestal e desenvolvimento de estruturas logísticas. A primeira postergação de cronogramas foi feita pela Aracruz, que informou em outubro passado que adiaria em um ano a expansão da unidade de Guaiba (RS), prevista inicialmente para operar a partir do segundo semestre de 2010. NOVO CENÁRIOA crise, na verdade, pegou as empresas em seu melhor período. Em setembro do ano passado, as notícias eram de que multinacionais europeias e asiáticas estudavam fechar fábricas em outros países para investir aqui, aproveitando a boa oferta de matéria-prima - o eucalipto - para produção de celulose.Todas as empresas brasileiras tinham projetos de expansão, e a expectativa à época era de que o Brasil passaria, em pouco tempo, da 6ª para a 3ª posição entre os maiores produtores do mundo.A partir de setembro, os preços da celulose desabaram, e as empresas sentiram o impacto imediatamente. Neste momento, segundo Alípio, o preço de referência nas negociações de venda de celulose de eucalipto fechadas nos Estados Unidos e na China está em patamares próximos a US$ 400 por tonelada. "Mas existem vendas sendo feitas na China abaixo desse patamar", diz.Até agosto do ano passado, antes, portanto, da crise iniciada no mercado financeiro dos Estados Unidos, a tonelada do insumo chegou a ser negociada acima de US$ 800 em ambos os mercados. NÚMEROSUS$ 400 é o preço médio da tonelada de celulose no mercado mundial atualmente. Em agosto, antes do agravamento da crise global, esse preço chegou a US$ 800R$ 75 milhões seria o investimento apenas da Aracruz na Veracel II

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