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Projeto de parceria pode ampliar acesso de brasileiros à internet

Governo avalia possibilidade de financiamento público ao segmento, para atuar no processo de inclusão digital

Gerusa Marques, O Estadao de S.Paulo

26 de maio de 2009 | 00h00

O governo prepara para lançar neste ano um programa específico para capacitar as lan houses e incluí-las nas iniciativas de ampliar o acesso do brasileiro à internet. Um grupo de trabalho, formado há três meses, está fazendo um diagnóstico das lan houses e avaliando possibilidades de ajuda a este segmento, como financiamento público, treinamento profissional e apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). "A lan house é um parceiro estratégico nesta área, só que estamos tratando disso em outro grupo. Não adianta a lan house querer embarcar no projeto dos telecentros", afirmou o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santana. A ideia principal é permitir que as lan houses se organizem como empresas, possibilitando, por exemplo, que elas tenham acesso ao Simples, regime de tratamento tributário simplificado. "A lan house é empresa social, e nós precisamos que ela saia da informalidade", afirmou. O assessor especial da Presidência da República e coordenador dos programas de inclusão digital, César Alvarez, disse que outra possibilidade em estudo é a de qualificar as lan houses para servir de apoio à rede escolar. Ele citou uma experiência desenvolvida em Aracaju (SE), em que o aluno ganha um "lan cheque" para usar nas lan houses. "Elas são responsáveis por 50% dos acessos no Brasil. Os governos não podem desprezar esse espaço em que as pessoas se incluem digitalmente." Segundo Alvarez, o objetivo do estudo é criar mecanismos para que as lan houses gerem emprego, renda e serviços. "Nós não queremos contribuir para a demonização das lan houses, como os fliperamas já foram demonizados", afirmou, lembrando que a Receita Federal já mudou a definição da lan house de casa de jogos para prestadora de serviços. "Queremos oferecer a quem hoje tem uma lan house a possibilidade de ter qualidade, comprar equipamento a bom preço, ter financiamento, ser regido como micro empresa e oferecer um trabalho complementar a um município", acrescentou Alvarez. BUROCRÁTICOO presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (Abcid), Mário Brandão, critica a lentidão do governo no andamento do projeto. "Já tem um ano e meio que a gente conversa e nada acontece. O processo é burocrático e descasado da realidade. Enquanto isso, 30 milhões de pessoas acessam a internet em lans e 79% dos acessos de quem ganha até 1 salário mínimo são feitos em lan house."

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