Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Projeto dos militares entraria depois de aprovar PEC da Previdência no 1º turno

Hamilton Mourão, presidente em exercício, justificou que a reivindicação do segmento militar de apresentar mudanças apenas em uma segunda etapa se deve a uma facilidade maior de se aprovar um PL

Daniel Weterman e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2019 | 19h08

BRASÍLIA– O presidente em exercício, Hamilton Mourão, citou nesta quinta-feira, 24, a possibilidade de as mudanças no sistema de aposentadoria dos militares serem apresentadas ao Congresso após a aprovação da reforma da Previdência para civis em primeiro turno na Câmara dos Deputados.

“Não são duas votações? Passou a primeira vez aí entra a dos militares”, disse Mourão, quando questionado em que momento o projeto de lei com mudanças para os integrantes das Forças Armadas seria enviado ao Congresso.

Após o presidente Jair Bolsonaro e Mourão terem sinalizado que as regras para os militares podem ser alvo de mudanças apenas numa segunda etapa, após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que deve alterar os critérios de aposentadoria pelo INSS e para os servidores públicos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou em Davos que os militares “são patriotas e sabem que têm que liderar pelo exemplo.”

Mourão justificou que a reivindicação do segmento militar de apresentar mudanças apenas em uma segunda etapa se deve a uma facilidade maior de se aprovar um projeto de lei, que exige menos votos do que uma PEC. “A nossa é mais fácil de ser aprovada. De repente é aprovada a dos militares e não é aprovada a dos outros”, declarou o presidente em exercício.

Ele destacou que entre os ministros da Economia (Paulo Guedes), da Defesa (Fernando Azevedo e Silva) e ele, cada um tem uma opinião, mas que quem vai decidir como a reforma da Previdência será apresentada é o presidente Jair Bolsonaro. “Para isso que ele ganha mais, para decidir. A decisão final é dele, para isso que ele foi eleito”, disse.

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