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Projeto quer liberar lojas também no lado brasileiro

Em Santana do Livramento (RS), comerciantes reclamam da desigualdade em relação aos uruguaios

, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2011 | 00h00

Motivo de euforia para os consumidores brasileiros, os free shops uruguaios têm deixado os comerciantes de Santana do Livramento (RS) descontentes. Mas um projeto em tramitação na Câmara dá esperanças ao varejo do município. De autoria de um deputado gaúcho, o texto prevê a autorização à instalação de free shops do lado brasileiro.

A medida é apontada por economistas como uma solução para as perdas do comércio na Fronteira Oeste. "Isso certamente traria um impacto muito positivo para o desenvolvimento local dos municípios que se qualificam como de fronteira", avalia o economista Alfredo Meneghetti, da Fundação de Economia e Estatística (FEE).

A lei que regula os free shops no País prevê que esse tipo de estabelecimento só pode se instalar em portos e aeroportos, deixando de fora as fronteiras terrestres. O texto estabelece que passageiros em viagens internacionais podem fazer compras nas lojas francas na entrada ou saída do País. Nos free shops de Rivera, ao contrário, só quem pode comprar são os estrangeiros que chegam ao País.

Presidente da Associação dos Free Shops de Rivera, o brasileiro Gandhi Abdullah, proprietário da rede Siñeriz, reconhece que 2010 foi um dos melhores anos para o setor, mas não admite que haja rixas entre os empresários dos dois lados: "Cada comércio tem seu campo de ação. Livramento reclama que o comércio está fraco, mas deveria mesmo é investir em serviços."

A questão é uma realidade. Apesar de ter como destino Rivera, os turistas comem e dormem em Livramento. "Portanto, se construírem mais dez hotéis, ficarão mais dez lotados. Se fizerem mais dez restaurantes, trabalharão todos também", disse.

O diretor de Comércio Exterior da Associação Comercial e Industrial de Santana do Livramento (Acil), Oscar Mário Bentancur, discorda. "Só serviço não basta. Livramento não quer mesmo concorrer, mas quer equilíbrio e o problema é tributário", diz.

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