Ed Ferreira/Estadão
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Projetos devem entrar em operação no segundo semestre

BRASÍLIA - O Ministério de Minas e Energia (MME) quer acionar os primeiros painéis solares flutuantes no próximo semestre. Em 60 dias, disse o ministro Eduardo Braga, serão definidos os detalhes da empreitada, que deve começar por Balbina, instalada no Estado de origem de Braga. "Até setembro, o projeto deve estar em operação", comentou.

O Estado de S.Paulo

26 de março de 2015 | 02h05

Ironicamente, os painéis solares poderão cumprir uma promessa que a hidrelétrica de Balbina nunca conseguiu: geração sustentável de energia elétrica.

Fruto de um projeto de engenharia irresponsável, Balbina foi construída nos anos 80 pelo governo militar, para avançar sobre a Amazônia.

Instalada em uma região isolada do município de Presidente Figueiredo, há 190 km de Manaus, a usina da Eletronorte é considerada um dos maiores desastres ambientais do planeta. Para gerar desprezíveis 250 megawatts (MW), potência que nem sequer consegue atender a demanda atual de Manaus, a usina deixou debaixo d'água 2.360 km quadrados de mata virgem, uma área equivalente à das cidades de São Paulo e de Campinas. Passados 25 anos desde que sua barragem foi concluída, o lago de Balbina ainda armazena aproximadamente 6,8 milhões de metros cúbicos de madeira submersa, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

No caso da hidrelétrica de Sobradinho, a fonte solar pode ajudar a complementar a geração de 1.050 MW para o Nordeste do País. Responsável por 58% do consumo de energia da região, a represa construída 40 anos atrás no Rio São Francisco está hoje com apenas 18% de sua capacidade total de armazenamento. Sobradinho engoliu uma área de 4,2 mil km quadrados na Bahia. Cobrir essa área com boias solares seria o mesmo que instalar painéis em cima de Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

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