Promessa é Galeão reformado até Olimpíada

Nesta segunda-feira, começa um período de 90 dias de transição entre a administração da Infraero e a dos concessionários

BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2014 | 02h03

Depois de uma Copa do Mundo realizada com aeroportos em obras, o governo promete ter o Galeão (RJ) reformado e pronto para os Jogos Olímpicos de 2016. "Vamos finalmente ter as concessionárias plenamente em operação nos dois aeroportos (Galeão e Confins)", disse ao Estado o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wellington Moreira Franco. "Elas vão apresentar seu plano de trabalho e, no Galeão, ele será vinculado a obras que serão feitas tendo como referência a Olimpíada."

A expectativa é que cenas vistas durante a Copa, com turistas caminhando em meio a tapumes, não se repitam. "Não corremos esse risco", afirmou o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. "As obras que eles têm de fazer são menores do que as da Copa." O concessionário do Galeão terá de fazer apenas "aperfeiçoamentos", além de concluir a reforma do Terminal 1, disse Vale. "O setor privado tem mais agilidade do que nós."

Nesta segunda-feira, começa um período de 90 dias de transição entre a administração da Infraero e a dos concessionários. Nesse prazo, os novos administradores montarão suas equipes, para as quais poderão ou não aproveitar os funcionários que já estão por lá. Se requisitada, a Infraero poderá continuar operando o aeroporto, mas subordinada à concessionária. Os dois grupos trabalham juntos há 75 dias.

Os dois aeroportos foram leiloados em novembro de 2013, em uma disputa concorrida na qual a iniciativa privada aceitou pagar um preço 251% superior ao mínimo estabelecido pelo governo. Houve um acordo pelo qual as concessionárias só assumiriam o comando dos dois aeroportos após a Copa, para evitar transtornos ainda maiores.

As estimativas iniciais apontam para investimentos de R$ 5,7 bilhões no Galeão e R$ 3,5 bilhões em Confins, ao longo do período de concessão. Em Confins, está prevista a construção de um novo terminal, com pelo menos 14 pontes de embarque.

No Galeão, a meta até abril de 2016 é construir novas instalações de embarque e desembarque de passageiros, com pelo menos 26 pontes de embarque. Também está prevista a adequação de instalações para armazenamento de carga, para honrar compromissos que o Brasil já assumiu com o Comitê Olímpico Internacional (COI).

"Tanto no Rio de Janeiro quanto em Minas Gerais, teremos aeroportos de alta qualidade, não só do ponto de vista físico e operacional, mas também para o passageiro, que vai entrar num ambiente do século XXI", disse Moreira Franco.

Uma das grandes mudanças que as concessões trouxeram, disse ele, foi aumentar o espaço e os serviços nas áreas de embarque dos aeroportos. "É lá que os passageiros ficam", disse. Para essa nova arquitetura, as áreas de check-in foram reduzidas. / L.A.O.

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