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Promotora do maior escândalo do governo de Evo Morales é afastada

A promotora Giovana Mendoza, que conduzia a investigação sobre o maior escândalo de suposta corrupção que afetou o presidente boliviano, Evo Morales, foi afastada do caso quando estava a ponto dar seu parecer sobre as acusações, como foi oficialmente informado nesta terça-feira.A investigação sobre a assinatura de um contrato entre a companhia petrolífera estatal YPFB e a intermediária IberoAmerica Trading para exportar 2 mil barris diários de petróleo ao Brasil, classificado como irregular pela Contraloria-Geral e também pela Superintendência e pelo Ministério de Hidrocarbonetos, foi transferida de forma surpreendente de La Paz para Santa Cruz.Mendoza, citada pela agência oficial ABI, disse que ficou surpresa com seu afastamento do caso quando estava a um passo da acusação, após encontrar elementos e indícios suficientes para determinar níveis de responsabilidade contra algumas pessoas interrogadas por ela.Este escândalo obrigou Morales a mudar o presidente de YPFB, Jorge Alvarado, um dos principais acusados, mas também executivos da Superintendência e do Ministério de Hidrocarbonetos que fizeram ou respaldaram a denúncia.Morales tentou salvar Alvarado, mas teve que ceder quando a oposição e a imprensa se irritaram ao denunciar que a empresa encarregada de aplicar a nacionalização do petróleo, decretada em maio passado, era a primeira a violar essa medida política, uma das plataformas do governo.A transferência do caso para Santa Cruz aconteceu a pedido dos representantes da IberoAmerica Trading, que pediram a mudança da promotora Mendoza, justificando que sua sede está nessa cidade do leste da Bolívia.Mendoza foi à IberoAmerica Trading em Santa Cruz e à YPFB em La Paz no último dia 1º de setembro, confiscou documentos, computadores e arquivos, e preparava uma audiência para estudar seu conteúdo na presença de um juiz.

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