Koji Sasahara/AP
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Promotores acusam formalmente brasileiro ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn

Ghosn terá detenção aumentada após reclusão, em 19 de novembro; havia possibilidade de ele deixar prisão nesta segunda

O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2018 | 06h04

TÓQUIO - O brasileiro ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn terá, segundo informou imprensa japonesa, sua detenção aumentada, após promotores acusarem formalmente o executivo ao processo de violações à lei de instrumentos financeiros.  Ele está preso desde 19 de novembro. 

Além disso, a Securities and Exchange Commission (SEC) disse que apresentou queixas criminais contra Ghosn e outro executivo da Nissan, Greg Kelly. Um oficial da comissão falou, na segunda-feira, que a Nissan, Ghosn e Kelly são suspeitos por falsificações de milhões de dólares em rendas de Ghosn. No Japão, uma empresa pode ser processada por irregularidades. 

Os promotores afirmam que Ghosn é suspeito por sonegar sua renda em 5 bilhões de ienes, cerca de 44 milhões de dólares, por cinco anos. As alegações reportadas nesta segunda poderiam aumentar o montante em 4 bilhões de ienes, cerca de 36 milhões de dólares. 

Esta atitude por parte dos promotores era esperada porque o período de detenção permitido pelas alegações feitas anteriormente terminava nesta segunda. Kelly, de 62 anos, é suspeito de ter colaborado com Ghosn. O advogado de Kelly nos Estados Unidos diz que seu cliente é inocente. Ghosn, de 64 anos, não comentou. Ambos perderam seus respectivos cargos na Nissan após suas prisões. 

Ghosn foi enviado para a Nissan pela parceira da empresa Renault SA, da França, em 1999. Ele liderou uma reviravolta dramática da montadora japonesa, que estava quase falida. Mas o contracheque de Ghosn chamou atenção de executivos pelo alto valor já que executivos no Japão costumam receber bem menos que suas contrapartes internacionais. 

Apenas os advogados de Ghosn e oficiais das embaixadas do Líbano, França e Brasil, País de origem, foram permitidos a realizar visitas. / AP

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