Promotoria de Milão investiga para executivos de bancos

Promotores de Milão que investigam a manipulação das ações da Parmalat Finanziaria colocaram vários bancos e executivos sob investigação, de acordo com informações que circulam na imprensa italiana. Os magistrados tentam determinar se os executivos da Parmalat, ajudados por bancos que aconselhavam ou faziam negócios para a empresa, espalharam informações falsas para sustentar o preço dos papéis da companhia no mercado acionário, com o objetivo de garantirem linhas de crédito mais favoráveis. Os bancos investigados são os mesmos que tiveram seus escritórios vasculhados pelas autoridades financeiras italianas nos últimos dias. Os bancos são o Deutsche Bank, Citigroup, Bank Of America, Morgan Stanley, Banca Popolare di Lodi Scarl, o Nextra, braço de gerenciamento de ativos do Banca Intesa, e o UBS Warburg. Os promotores não revelaram os nomes dos executivos investigados. Uma porta-voz do Banca Intesa e o diretor-executivo do UBS, Peter Wuffli, afirmaram que as instituições não receberam ainda notificações formais sobre uma eventual investigação. A agência Dow Jones não encontrou representantes do Banca Popolare di Lodi e do Morgan Stanley para comentarem o assunto. O Deutsche Bank, Citigroup e Bank of America negaram-se a fazer comentários.Uma pessoa familiar ao caso afirmou que documentos relacionados à Parmalat foram confiscados em todos os bancos. A investigação sobre o excândalo na Parmalat tem sugerido que os bancos mascararam a posição de endividamento real da empresa para que ela pudesse conseguir linhas de empréstimos a taxas mais favoráveis. No final de setembro, a empresa tinha um endividamento de 14,3 bilhões de euros, um volume oito vez superior ao admitido pela empresa na época.

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