Proposta agrícola americana beneficia o Brasil, diz CNA

A proposta apresentada pelo governo americano para redução dos subsídios pagos aos maiores e mais rentáveis produtores do país beneficia diretamente os agricultores brasileiros. A avaliação é do assessor técnico da Comissão Nacional de Comércio Exterior da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antônio Donizeti Beraldo. "Quando o governo americano limita o acesso dos grandes agricultores aos subsídios oficiais, ele corta o apoio aos produtores de milho, trigo, arroz e soja, grãos que também são produzidos pelo Brasil", explicou o assessor. Na prática, o corte significa menos recursos para produção dessas commodities nos Estados Unidos, o que, na avaliação dele, pode resultar em melhora dos preços internacionais.Citando dados contidos em artigo publicado numa revista especializada, Beraldo informou que o governo americano classifica os agricultores americanos em três categorias: familiares, intermediários e comerciais. Esse último grupo representa 9,7% do total de agricultores do país, mas absorve 55,5% do total de pagamentos do governo. Os agricultores familiares representam 65% do total de produtores americanos, grupo que absorveu 17% dos subsídios nos últimos anos. "É positivo que o governo americano queira evitar a concentração de renda", afirmou. Para ele, a mudança proposta apresentada pela administração George W. Bush é resultado da pressão da sociedade americana, principalmente de grupos de defesa do consumidor e conservação ambiental.

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