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Proposta agrícola dos EUA é insuficiente, diz França

Segundo ministro da Agricultura francês, a UE não tem mais concessões a fazer para chegar a acordo em Doha

Reuters,

01 de outubro de 2007 | 13h39

Uma oferta dos Estados Unidos para reduzir o teto de seus subsídios agrícolas é insuficiente para que seja alcançado um acordo comercial mundial, disse o ministro da Agricultura francês, Michel Barnier, em entrevista publicada na segunda-feira, 1º.  A França tem repetidamente pedido aos Estados Unidos e aos países em desenvolvimento que façam mais concessões para salvar a Rodada de Doha de negociações comerciais, apelando por mais "reciprocidade" de outras partes.  "A União Européia não tem mais concessões para fazer - já fez muitas. Se estamos uma reforma à frente, os norte-americanos estão uma atrás. Não acho que a nova lei agrícola nos Estados Unidos possa compensar isso", disse Barnier ao jornal francês La Tribune.  As negociações entre os Estados Unidos, a União Européia, a Índia e o Brasil para tentar descobrir uma fórmula para resgatar a rodada falharam em junho devido ao tamanho dos cortes de tarifas e subsídios exigidos, particularmente na área agrícola.  O diretor-geral da Organização Mundial de Comércio, Pascal Lamy, disse que as negociações para um pacto global estão agora em um momento "decisivo", e que os negociadores esperam um esboço do acordo até o final do ano.  O humor nas negociações melhorou recentemente depois das notícias de que Washington estaria disposto a discutir manter seus subsídios a um nível tão baixo quanto 13 bilhões de dólares, desde que outros países também façam concessões.  Diplomatas afirmaram que a mudança na posição norte-americana sobre agricultura pode levar a avanços em outras áreas delicadas das negociações, incluindo bens industriais. Barnier, entretanto, continua cético. "Eu não sinto a reciprocidade que esperamos não apenas dos norte-americanos, mas também dos grandes países em desenvolvimento", disse Barnier.  As negociações agrícolas estão suspensas enquanto os países trabalham juntos em pequenos grupos e os delegados consultam seus governos. Elas serão retomadas por duas semanas na próxima semana, quando as negociações industriais estarão focadas em questões importantes.

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