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Proposta argentina sobre dívida é considerada agressiva

A proposta de reestruturação da dívida argentina dividiu as águas entre os críticos e os que a apóiam. Analistas e credores se posicionam no primeiro grupo, enquanto que o governo, empresários e banqueiros argentinos ocupam o segundo. Por incrível que pareça, as três associações que reúnem os bancos que operam na Argentina emitiram notas oficias de respaldo ao governo e ao seu plano. Porém, a opinião geral é que a reestruturação pensada pelo ministro de Economia, Roberto Lavagna, é "duríssima e agressiva" no que diz respeito à redução de 75% do estoque da dívida, uma cifra que duplica os padrões internacionais de entre 35% a 40% do valor nominal, como ocorreu com as reestruturações do Brasil, Venezuela, Rússia, Equador e até a Argentina com os Bradies. Os analistas também opinam ser "inconsistente", a opção de optar por um bônus Par sem um corte de capital original.Para o analista Eduardo Blasco, da consultoria Maxinver, a proposta tem características "muito agressivas". Ele também cita que "a confirmação de projeções macro e fiscais implicam, ainda considerando somente os serviços da dívida performing, a necessidade de acessar no futuro próximo ao mercado de capitais, obviamente virtualmente limitada ao doméstico". Sobre os bônus com capitalização que serão oferecidos, o analista considera que este será um "ingrediente importante da reestruturação e que também deriva da falta de caixa dos próximos anos. Se pode relacionar este ponto com a declaração de que haverá limites para certas alternativas".Apresentada a proposta, agora terá início à parte mais dura do processo que é a abertura das negociações entre o governo e os credores. Entre os dias 20 e 30 de outubro, os negociadores do Ministério de Economia percorrerão várias cidades, como Nova York, Zurique, Milão e Tóquio, para ir negociando taxas de juros e os prazos dos novos bônus.

Agencia Estado,

23 de setembro de 2003 | 08h39

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