Proposta brasileira amplia cota de aço em 1,5 milhão de toneladas

As negociações entre as cinco produtoras brasileiras de aços planos - CST, CSN, Usiminas, Cosipa e Açominas sobre a divisão da cota de 2,5 milhões de toneladas imposta às exportações brasileiras de placas pelos Estados Unidos devem ganhar novo rumo nos próximos dias. Isso por conta da reunião que acontece hoje, em Genebra, entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos.Uma fonte do setor siderúrgico calcula que, caso as propostas brasileiras sejam aceitas, o País teria um volume de 1,5 milhão de toneladas de placas a mais do que o previsto na cota inicial, o que mudaria completamente as negociações que estão sendo realizadas atualmente entre as siderúrgicas para a divisão do bolo.Segundo a fonte, a expectativa das empresas exportadoras é de que os representantes norte-americanos aceitem a proposta brasileira de excluir da cota as exportações de placas da Companhia Siderúrgica Nacional para a sua controlada no país, a CSN CLC (antiga Heartland Steel) estimada em 750 mil toneladas. O argumento do governo brasileiro é que a inviabilidade dessas exportações pode implicar no fechamento da unidade e no corte de mais empregos.Outra proposta do governo brasileiro é retirar da cota as placas de baixo carbono, cuja produção norte-americana é baixa, o que implicaria na liberação de outras 750 mil toneladas.Uma nova reunião (a terceira) entre as siderúrgicas está marcada para o próximo dia 25 de março, mas o mais provável é de que a divisão seja definida apenas dentro de 120 dias, prazo estipulado pelos Estados Unidos para anunciar qualquer revisão das restrições anunciadas no início do mês.

Agencia Estado,

19 de março de 2002 | 15h40

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