Proposta de bancos pode acabar com a greve

Comando nacional de greve dos bancários vai defender aprovação em assembleias, o que pode encerrar o movimento

LUIZ GUILHERME GERBELLI, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2012 | 03h32

O comando nacional de greve da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vai propor que as assembleias que serão realizadas hoje aceitem a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e encerrem a greve dos bancários.

A paralisação deve prosseguir hoje - será o nono dia de paralisação - e a recomendação ainda será votada pelas assembleias dos 137 sindicatos. A decisão foi anunciada ontem depois de um encontro entre sindicalistas e integrantes da Fenaban, em São Paulo.

A nova proposta apresentada pela Fenaban prevê reajuste de 7,5% - com aumento real de 2,02%. A entidade também propõe um reajuste no salário pago aos caixas, de R$ 1.900 para R$ 2.056,89. Na Participação de Lucros e Resultados (PLR), os banqueiros ofereceram 90% do salário e um acréscimo de R$ 1.544.

A paralisação das agências começou em 18 de setembro e atingiu todos os 26 Estados e o Distrito Federal. Os bancários exigem um reajuste de 10,25% (aumento real de 5%), enquanto a proposta inicial dos bancos foi de 6% (aumento real de 0,58%).

Antes do encontro de ontem, sindicalistas e representantes da Fenaban não haviam negociado desde 28 de agosto, data da única propostas apresentada pela Fenaban. Uma assembleia dos trabalhadores em 13 de setembro definiu o início da greve.

Segundo o último balanço divulgado pela Contraf-CUT, na segunda-feira, sétimo dia de paralisação, foram fechadas 9.386 agências das 21.714 em funcionamento no Brasil.

No mesmo dia, em São Paulo, maior centro financeiro do País, a paralisação dos bancários teve a adesão de 35 mil trabalhadores, segundo o último balanço do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A base do sindicato tem 138 mil trabalhadores.

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