Proposta de cortar tarifa de álcool nos EUA deve ficar parada

Projeto de lei cortaria a tarifa para 45 centavos de dólar por galão do nível atual, de 54 centavos de dólar

REUTERS

06 de junho de 2008 | 16h44

Um novo projeto de lei do Senadonorte-americano que reduz a tarifa de importação sobre o álcooltem pouca chance de ser aprovado, já que não há muito tempohábil e o tema é complicado demais politicamente para serdebatido em ano de eleição, disseram assessores do Congresso. Os senadores Dianne Feinstein, democrata da Califórnia, eJudd Gregg, republicano de New Hampshire, apresentaram aproposta esta semana para reduzir a tarifa em linha com osubsídio pago aos misturadores (blenders) de álcool, que caiupara 45 centavos de dólar por galão ante 51 centavos. O projeto de lei cortaria a tarifa para 45 centavos dedólar por galão do nível atual, de 54 centavos de dólar, edeterminaria ao Congresso que a reduza novamente se o subsídioaos misturadores for diminuído de novo. A proposta foi encaminhada ao Comitê de Finanças do Senado,onde deve permanecer. O presidente do painel, democrata Max Baucus, disseanteriormente que ele era contra cortes na tarifa. Além disso,ele normalmente não daria prioridade a uma proposta patrocinadapor legisladores que não são membros de seu comitê, como nocaso de Feinstein e Gregg. O principal representante republicano no comitê definanças, Chuck Grassley, se opõe ao projeto, afirmou umassessor. Grassley disse anteriormente esta semana que o Brasil eoutros países podem exportar mais de 452 milhões de galões deálcool sem pagar imposto aos EUA este ano via o Caribe, pelopacto comercial que beneficia o produto reprocessado na região.Os embarques ainda estão abaixo do volume compreendido noacordo. "Até que o Brasil e outros países aproveitem integralmentea vantagem de exportar álcool sem tarifa para os EUA, nãodeveríamos nem discutir oferecer-lher ainda mais acesso semtarifa", afirmou Grassley. Muitos especialistas em energia defendem a redução datarifa, ou o seu fim, porque os EUA vão precisar de maisproduto importado para atender uma lei federal que requer ummaior uso de álcool a cada ano. Refinarias dos EUA têm de misturar 9 bilhões de galões deálcool à gasolina este ano. Estes volumes vão gradativamentesubir para 36 bilhões de galões até 2022. O maior obstáculo para cortar a tarifa é a forte oposiçãode legisladores de Estados produtores de milho. Tratar de umtema que não trará votos parece improvável este ano. "Ficaria surpreso", disse um assessor do Congresso quandoperguntado se o projeto de lei deve avançar. (Reportagem de Tom Doggett)

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