Proposta do governo é insatisfatória, diz sindicato de auditores

Apesar de não ter agradado, proposta será levada para assembléia, que ainda não tem data marcada

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

16 de abril de 2008 | 11h26

O governo apresentou na terça-feira à noite uma proposta final de reajuste salarial para os auditores fiscais da Receita Federal e para os auditores do Trabalho, informou nesta quarta o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco). A entidade, porém, considerou a proposta insatisfatória. Em boletim, o Unafisco afirmou que o governo manteve o cronograma de reajustes em julho de 2008, julho de 2009 e julho de 2010. A entidade, no entanto, não divulgou os valores apresentados. A reunião ocorreu no Ministério do Planejamento, com a participação do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva.  A Diretoria Executiva Nacional do Sindicato avalia que a proposta apresentada não atende aos pleitos dos auditores fiscais da Receita e não cumpre a promessa feita pelo governo, em outubro do ano passado, de alinhamento entre as carreiras típicas de Estado.  O Unafisco também classificou de "pífio" o cronograma de implantação do reajuste de salários, já que retarda em oito meses a primeira parcela do reajuste em relação ao cronograma discutido em 2007. Para o Unafisco, o discurso do governo de que o rebaixamento da proposta é reflexo do fim da CPMF não convence porque a arrecadação de tributos tem batido novos recordes.  Apesar de considerar insatisfatória, o Unafisco vai levar a proposta do governo para assembléia, que ainda não tem data marcada. Até lá, os fiscais continuam em greve. A categoria reivindica equiparação com os salários de delegado da Polícia Federal. Dessa forma, os salários teriam um piso de R$ 14,3 mil e um teto de quase R$ 19 mil. Em relação ao sistema de promoção e progressão na carreira, o Unafisco informou que o governo reafirmou que o tempo mínimo para mudanças de padrões será de 18 meses e que a primeira progressão só se dará após o fim do estágio probatório, que é de dois anos. Para o sindicato, esta é uma perda para a categoria, já que hoje o tempo mínimo é de 12 meses. Descontos Na terça, o Ministério do Planejamento recebeu do Ministério da Fazenda e da Advocacia Geral da União (AGU) as informações sobre os grevistas (auditores fiscais, procuradores federais e advogados da União) para que seja feito o desconto nos salários do mês de abril. O Ministério do Planejamento disse que ainda não tem consolidado o número de servidores que será atingido.

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