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Fábio Motta/Estadão
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Proposta no leilão da ponte Rio-Niterói foi justa, diz presidente da EcoRodovias

Conforme o Ministério dos Transportes, tendo em vista a inflação, a partir de junho, o pedágio deve ser de cerca de R$ 3,70

Luciana Collet , O Estado de S. Paulo

18 de março de 2015 | 12h15

O presidente da EcoRodovias, Marcelino Rafart Seras, disse que foi feita uma proposta justa para a concessão da Ponte Rio-Niterói. "Tanto que ganhamos por pequena diferença", disse. A EcoRodovias venceu o leilão pela concessão, ao oferecer uma tarifa de R$ 3,28442, o que corresponde a um deságio de 36,67% em relação à tarifa máxima fixada no edital de R$ R$ 5,18620 (valores de janeiro de 2014). Conforme esclareceu o Ministério dos Transportes, tendo em vista a atualização de inflação, a partir de junho, quando a nova concessionária assume a operação, a taxa de pedágio deve ser de cerca de R$ 3,70, o que corresponde a uma economia de 36,67%.

A segunda melhor proposta foi do Consórcio Nova Guanabara, que propôs tarifa de R$ 3,35900, deságio de 35,23% em relação à tarifa-teto estabelecida. Já a Triunfo ficou com a terceira melhor proposta, de R$ 3,86999, desconto de 25,37%. "A EcoRodovias se orgulha de adquirir um ativo importante para o Rio de Janeiro", disse, sinalizando que a companhia já está em conversas com o governo do estado para acelerar os processos de licenciamento das obras que são exigidas pelo novo contrato.

A companhia deverá realizar obras que possuem investimento estimado em R$ 1,3 bilhão, sendo R$ 810 milhões a serem aplicados nos primeiros cinco anos de concessão. Dentre as principais obras, estão previstas a construção de uma alça de ligação do Sistema Rodoviário à Linha Vermelha, visando a evitar que os usuários da Ponte com destino à Baixada Fluminense e à rodovia Presidente Dutra utilizem a Avenida Brasil, e a implantação de uma passagem subterrânea sob a Praça Renascença, em Niterói. Também está prevista a Avenida Portuária, com extensão de cerca de 3,1 quilômetros, com objetivo de permitir o acesso dos veículos pesados da Avenida Brasil à área portuária.


Financiamento. Seras disse que a companhia pretende usar capital próprio nos primeiros anos de concessão e financiamentos a mercado a partir do terceiro ano. "Este é um ativo já operacional, já tem captação de receita, então os R$ 120 milhões de capital inicial necessário é suficiente para aguentar 18 a 24 meses, até a realização da operação no mercado, que pode ter apoio ou não do BNDES", disse, indicando que muitas vezes o custo do banco estatal é até mais elevado. 

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