Proposta para agências hipotecárias é necessária, diz Paulson

Secretário do Tesouro norte-americano enfatiza, porém, que não há planos imediatos para utilização da medida

Patrícia Fortunato e Renato Martins, da Agência Estado,

15 de julho de 2008 | 13h30

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse que a proposta extraordinária que permitiria compra de participação nas financiadoras de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac foi criada para devolver estabilidade ao mercado financeiro. Ele disse que a proposta é necessária, mas enfatizou que não há planos imediatos para utilização da nova autoridade (sobre as agências).   Veja também: Economia dos EUA ainda enfrenta várias dificuldades, diz Fed Bush reafirma que fundamentos da economia são sólidos Entenda os efeitos da crise nos Estados Unidos Cronologia da crise financeira As grandes crises econômicas    Ele afirmou que o governo não tem como estabilizar os preços das ações das agências de crédito hipotecário, mas pode alimentar a confiança nas posições de crédito e de liquidez dessas entidades.   Paulson fez a declaração durante depoimento no Senado. Respondendo a uma pergunta do senador Jim Bunning (Partido Republicano-Kentucky), que notou que as ações das agências estavam caindo mais 20% nesta terça, o secretário disse que levará algum tempo para que os acionistas determinem com precisão o valor das ações.   Segundo ele, para contribuir para esse processo, o Congresso deveria transformar em lei uma proposta do Departamento do Tesouro para a criação de uma instituição-ponte que dê liquidez às agências em momentos de aperto do crédito.   A proposta, apresentada no último domingo, envolveria a expansão das linhas de crédito do governo para as agências, acesso a créditos do guichê de redesconto do Federal Reserve e autorização do Legislativo para que o Tesouro compre ações das agências.   Paulson também disse que o Congresso não deve estabelecer um limite numérico em dólares para a disponibilidade de liquidez a ser oferecida às agências, de modo a dar mais confiança aos investidores. Ao manter o compromisso em aberto, acrescentou, será mais improvável que ele venha a ser usado.   "Acho que se você tem uma pistola de água no bolso, poderá ter que sacá-la. Mas, se você tem no bolso uma bazuca e as pessoas sabem disso, pode ser que você nunca tenha a necessidade de sacá-la", disse o secretário.

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