Prorrogação de dívidas foi para ganhar tempo, diz Stephanes

Segundo ministro da Agricultura, questão continua a ser discutida no governo

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h48

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, voltou a afirmar nesta quarta-feira, 20, que a prorrogação das dívidas de custeio e investimento foi uma medida para "ganhar tempo". Segundo ele, a questão continua a ser discutida com a comissão da Agricultura da Câmara e representantes do Senado. O grupo de trabalho, que já teve três reuniões, tem um cronograma de trabalho para tentar entregar até o final do agosto algumas linhas de ação para indicar ao governo. O ministro afirmou que a questão dos juros ainda não foi definida. "Já se tomou a decisão de que os juros serão reduzidos, mas discute no momento qual será este nível. A expectativa varia de 6,5% a 7%. Há setores que têm expectativa maior, mas não podemos especular em cima destes números, esta é uma decisão que tem que ser tomada dentro dos critérios do governo", explicou. No caso de Estados, como Mato Grosso, Tocantins e Goiás, cuja crise é agravada pelo problema de infra-estrutura para escoamento da safra, o ministro afirmou que o governo pretende estudar plano específicos para resolver os problemas de logística do Centro-Oeste. Sobre a questão do forte aumento nos preços de defensivos, Stephanes disse que o assunto está na pauta de estudos do ministério. "O assunto está sendo discutido e pode levar alguns meses para apontar medidas para o setor. Evidentemente, não será mais para esta safra", disse o ministro.

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