Prorrogação do IPI deixa indústria e varejo mais previsíveis, diz Eletros

De acordo com o presidente da Associação, extensão de 4 meses dá tempo para que o setor se programe 

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

29 de agosto de 2012 | 19h23

SÃO PAULO - O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, disse que, ao estender para até o final de dezembro a vigência da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o governo conferiu maior previsibilidade e capacidade à indústria e ao varejo para se programar. "A nossa solicitação é sempre para que a desoneração de impostos seja perene mas, ao prorrogar para quatro meses, o governo permitiu que a indústria e o comércio possam se programar", comemorou Kuçula.

De acordo com o presidente da Eletros, tanto representantes da indústria como do setor varejista que estiveram reunidos ontem (28), em Brasília, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, temiam que a prorrogação fosse até outubro ou novembro, e não até o final do ano. Isso porque,de acordo com Kiçula, é entre outubro e novembro que a indústria começa a entregar para a rede varejista as encomendas para as vendas de Natal. Agora, com um prazo mais esticado, afirma o presidente da Eletros, a indústria pode juntamente com o varejo se programar para contratar mais pessoal, se for necessário.

Kiçula disse que ontem o ministro Mantega fez uma avaliação sobre os preços dos itens de linha branca. Isso porque nos últimos dias a imprensa estava denunciando aumentos de preços, o que teria ocorrido porque algumas matérias primas internacionais, como por exemplo, resinas tiveram seus preços aumentados. "Mas com a redução do IPI, o consumidor percebeu que não teve repasse de preços", disse Kiçula.

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