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Protecionismo ameaça recuperação, diz OMC

Governos não estão resistindo às pressões protecionistas e a criação de barreiras pode reduzir o impacto dos planos de recuperação da economia mundial. O alerta é da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo a OMC, pacotes para relançar as economias ameaçam criar distorções graves e a proliferação de barreiras viola as promessas do G-20 (grupo formado por grandes economias desenvolvidas e emergentes), de não ceder ao protecionismo.

Agencia Estado

27 de março de 2009 | 09h54

Em relação ao Brasil, a OMC afirma que o País foi o segundo em todo o mundo que mais medidas antidumping iniciou contra produtos importados nos últimos seis meses. As medidas antidumping têm como objetivo neutralizar os efeitos danosos à indústria nacional causados pelas importações de produtos por preços extraordinariamente abaixo de seu valor justo.

Em levantamento enviado ontem a governos com o objetivo de preparar o debate na cúpula do G-20, a OMC deixa claro que os pacotes dos países ricos para apoiar suas indústrias terão efeitos nocivos para o comércio. Para a entidade, governos precisam entender que parte do efeito de um plano de relançamento da economia seria anestesiado pelas medidas protecionistas.

A OMC admite que muitos governos estão sob pressão de lobbies internos e medidas defensivas que seriam temporárias podem se tornar permanentes. A entidade destaca que, nos primeiros meses da crise, houve alguma resistência ao protecionismo, mas os governos já estariam capitulando. "Houve um aumento de tarifas, medidas não-tarifárias e maior uso de medidas de defesa comercial." Segundo a entidade, não há risco de um protecionismo de "alta intensidade". Mas o perigo hoje são as restrições que poderiam "lentamente estrangular o comércio internacional e minar a eficiência de políticas para aumentar demanda". O temor da OMC é de que o impacto de todas essas medidas seja uma queda ainda maior do comércio. A previsão é de retração de 9% em 2009. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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