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Protecionismo impede formação de mercado internacional de álcool

A formação a curto ou médio prazo de um mercado internacional de álcool combustível é praticamente nula por causa das políticas protecionistas de países como Estados Unidos e da União Européia e a da falta de mecanismos de mercado que permitam que o produto se transforme em uma mercadoria.A solução para o escoamento do excesso da produção brasileira, portanto, está no mercado interno. Esta foi a mensagem da palestra do consultor Luiz Carlos Correa de Carvalho, da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), hoje do seminário "Álcool: de volta ao futuro", que está sendo realizado em São Paulo. O produto brasileiro tem o menor custo de produção do mundo, mas as fortes barreiras em países desenvolvidos e em outras nações onde existe legislação quase pronta para adição de álcool à gasolina impedem a formação desse mercado.Entre os países que estão se movimentando na direção de aumentar a produção de etanol estão os EUA, a União Européia, a Índia e a Tailândia. Os EUA produzem atualmente 7, 6 bilhões de litros de álcool. Um projeto que regulamenta a mistura na gasolina está no Congresso e prevê que esta oferta aumente para 20 bilhões de litros em 2012, o que equivale a 3% da demanda de combustíveis no país.Na Europa, há também uma legislação similar sendo estudada, a qual prevê a oferta de 6,66 bilhões de litros em 2005 e 19 bilhões de litros em 2010. A idéia é que esses volumes de álcool sejam produzidos pelas indústrias desses países. "As legislações que estão prestes a serem aprovadas foram feitas para se adequarem à capacidade de aumento de produção progressivo nesses países. É um novo tipo de protecionismo", diz Luiz de Carvalho.Na Tailândia, que produz hoje 700 milhões de litros, a perspectiva é de 2,8 bilhões de litros a médio prazo. A Índia tem capacidade instalada para 3,21 bilhões de litros e produz atualmente 1,8 bilhão de litros.Luiz Carvalho considera que para aumentar as oportunidades do Brasil em um mercado tão estreito, a saída é batalhar pelo livre comércio na OMC e pela aplicação dos princípios do Protocolo de Kyoto, que prevê, entre outras medidas, a redução da emissão de gás carbônico no planeta.

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