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Protecionismo 'não é remédio, é veneno', diz Amorim

Para chanceler, 'Buy American' (compre produto americano) pode trazer mais problemas à economia

DENISE CHRISPIM MARIN, Agencia Estado

10 de fevereiro de 2009 | 14h49

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, declarou nesta terça-feira, 10, que a expansão do protecionismo "não é um remédio, mas um veneno", ao final de encontro com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Em linha com as advertências do governo brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC), o chanceler defendeu que a tendência dos Estados Unidos de restringir as aquisições de máquinas e de insumos para obras públicas apenas aos fornecedores americanos pode trazer mais problemas que estímulo para a produção do país.   Veja Também: EUA anunciam ajuda de US$ 1 trilhão para salvar bancos De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise   Deixou claro que, "se for o caso", o Brasil poderá abrir disputa contra essa e outras medidas protecionistas na OMC. Essa iniciativa, chamada de "Buy American" (compre produto americano) está incluída no pacote econômico em tramitação no Congresso americano. Para Amorim, "é natural" que os olhos de cada governante estejam postos no seu próprio país, neste momento de crise econômica. Mas acrescentou que é preciso alertar para que, na busca de soluções, "esses governantes não acabem criando problemas para eles próprios"."Como dizia, recentemente, o editorial de um jornal, não adianta dizer para os americanos ''compre América'' se ninguém mais comprar (produtos americanos). Eles (o governo americano) sabem disso", completou, referindo-se ao possível revide de países afetados pela medida aos "produtos mais sofisticados e mais evoluídos" fabricados nos EUA.Amorim insistiu que, diante desse cenário, o Brasil deverá aprofundar mais as suas relações com a América Latina, reforçar os processos de integração e expandir o intercâmbio Sul-Sul, mas sem descuidar do comércio com países ricos.

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