Protecionismo pode desestruturar siderurgia, diz CSN

A presidente da Companhia Siderúrgica Nacional(CSN) e do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Maria Sílvia Bastos Marques, afirmou que se Estados Unidos e Europa decidirem, de fato, adotar medidas protecionistas contra as importações de aço, haverá uma desorganização tão grande na indústria siderúrgica que será impossível manter por muito tempo o protecionismo."Empresas vão quebrar no mundo inteiro, os preços mudarão radicalmente e a confusão será muito grande", afirmou a executiva, após almoço com o comissário europeu do Comércio, Pascal Lamy. Na avaliação da executiva, o problema da siderurgia norte-americana vai afetar todos os produtores de aço, caso o presidente George W. Bush decida adotar medidas de salvaguarda contra as importações de aço. A decisão será tomada em 6 de março. A Europa, em conseqüência do protecionismo americano, poderá também adotar medidas de proteção. Segundo Maria Sílvia, a CSN destina para a Europa 30% das suas exportações, o equivalente a 300 mil toneladas de vários produtos siderúrgicos, com preço médio de US$ 300 por tonelada.

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