Protesto contra demissões reúne 12 mil metalúrgicos no ABC

Trabalhadores realizam passeata em São Bernardo contra demissões; em SP, 900 entram em greve após cortes

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

20 de janeiro de 2009 | 08h53

Cerca de 12 mil metalúrgicos da região do ABC, na Grande São Paulo, realizam na manhã desta terça-feira, 20, uma passeata em São Bernardo do Campo em defesa do emprego e pela superação da crise econômica, sem demissões nem corte de salário, segundo informações da Central Única dos Trabalhadores (CUT).                                                                                                            Foto: Werther Santana/AE Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Os metalúrgicos se reuniram por volta das 6 horas da manhã em frente ao pátio da Mercedes Benz e junto com os funcionários da Ford, caminharam em passeata pela Rua 31 de Março até a empresa Mahle, segundo a CUT, onde está sendo realizada desde as 9 horas uma nova assembleia. Na capital paulista, cerca de 900 metalúrgicos entraram em greve na manhã desta terça, como protesto às demissões nas empresas Delga e Engemet, após assembleia realizada em frente às fábricas nesta manhã, segundo informações do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi, Miguel Torres. De acordo com o sindicato, a Delga Ind. Com. Ltda, na zona oeste da capital, havia anunciado a demissão de cerca de 120 funcionários. A empresa, que tem 700 funcionários, já concedeu licença remunerada, férias coletivas e alega não ter mais como manter o quadro de funcionários. Na Engemet, de acordo com Torres, os 170 funcionários pararam contra o anúncio do corte de 45% da folha de pagamento. Basso Na empresa Basso Componentes, os 48 trabalhadores da produção de autopeças instalada na zona oeste da capital, começam a cumprir o acordo de suspensão do contrato de trabalho negociado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo com a empresa, e aprovado pelos trabalhadores, para garantia do emprego. O acordo vai vigorar por cinco meses e dá estabilidade no emprego por três meses após a volta ao trabalho. Neste período, os trabalhadores vão receber o seguro-desemprego e o complemento salarial pela empresa, além de cesta básica, convênio médico e odontológico. Segundo o diretor do Sindicato David Martins, o tempo de afastamento vai contar normalmente para o recebimento das férias e do 13º salário. Reunião Segundo Miguel Torres, às 10 horas seria feita uma reunião, na sede da Federação dos Metalúrgicos, em São Paulo, entre 52 sindicatos da categoria, para analisar o movimento no interior do Estado e discutir formas de protestar, entre elas a paralisação das atividades.

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