Varlei Cordova / AGORA MT
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Protesto de caminhoneiros já afeta transporte da safra

Apenas veículos com cargas não perecíveis eram abordados para não seguir viagem; safra de grãos é considerada recorde, com previsão de 55 milhões de toneladas de soja e milho

Fatima Lessa e José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2017 | 19h47

CUIABÁ e SOROCABA - Os protestos de caminhoneiros contra os baixos preços do frete e os aumentos no óleo diesel entraram no sexto dia, nesta quarta-feira, 17, e atingem rodovias de três Estados. Em Mato Grosso, onde a ação teve início, pelo menos dez mil caminhões estão parados e o transporte da safra de grãos no Estado que detém a maior produção do país começa a ser prejudicado.

Os caminhoneiros mantinham os bloqueios nas rodovias BR-364, em Rondonópolis; BR-163, em Nova Mutum, e BR-070, em Primavera do Leste. Apenas os veículos com cargas não perecíveis eram abordados para não seguir viagem. O objetivo dos organizadores é ampliar a mobilização durante o avanço da colheita da safra de grãos, considerada recorde, com previsão de 55 milhões de toneladas de soja e milho.

A safra mobiliza em torno de 40 mil caminhões para o transporte dos grãos até os portos de Santos, litoral paulista, e Paranaguá, no Paraná. A rodovia Raposo Tavares, no oeste do Estado de São Paulo, onde cerca de 300 caminhões estavam parados nesta quarta-feira, está na rota do escoamento. Os caminhoneiros ocupam margens da rodovia na região de Assis.

Em Mato Grosso do Sul, há mais de um quilômetro de veículos pardos na BR-163, próximo de Campo Grande. O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística montou um estande para atender os motoristas que aderem à paralisação. Os manifestantes pedem a aprovação pelo Congresso do Projeto de Lei 528/15 que define a política de preços mínimos para o transporte de cargas.

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