Protesto interrompe produção na maior mina de cobre do Chile

Sindicato bloqueou as entradas entradas da mina Chuquicamata para protestar contra as mudanças que foram feitas nos contratos dos trabalhadores sem que eles fossem consultados

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

22 de junho de 2011 | 11h37

Sindicatos da companhia estatal mineira chilena Corporación Nacional del Cobre (Codelco) bloquearam as entradas da mina Chuquicamata e pararam a produção, informaram líderes sindicais nesta quarta-feira. Funcionários da companhia confirmaram que os manifestantes não permitiam a entrada dos trabalhadores do turno da manhã.

"Nós estamos monitorando a situação, porém a mina está bloqueada", disse uma porta-voz da Codelco. Ela informou que a mina está no momento processando minério, e alguns dos trabalhadores do turno da noite ainda não deixaram o local. Caso o bloqueio continue, porém, esse processamento ocorrerá apenas até o meio-dia.

"Nós bloqueamos todos os acessos e o turno 'A', que trabalha das 7h às 15h, não entrou na mina", disse Víctor Galleguillos, presidente do Sindicato Chuquicamata Número 2. Quatro sindicatos representam cerca de 5.400 trabalhadores na mina, a maior do Chile em produção de cobre.

Líderes sindicais afirmam que a Codelco mudou unilateralmente os termos de seus atuais contratos, que expiram em fevereiro de 2013. "Não vamos sair do lugar até que a administração sente conosco para discutir essas mudanças que eles estão fazendo sem nosso consentimento", afirmou Galleguillos.

A Chuquicamata é a maior mina a céu aberto do mundo. Ela produziu 528.377 toneladas de cobre no ano passado, cerca de 30% da produção anual total da Codelco.

As informações são da Dow Jones.

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