Protesto no Rio é 'praticamente impossível', diz sindicalista

Petroleiros devem concentrar esforços em frente ao Congresso Nacional, em Brasília

20 de outubro de 2013 | 15h23

São Paulo - Em greve há quatro dias, os petroleiros devem concentrar esforços nesta segunda-feira (11) numa manifestação que a categoria fará em Brasília, entre 8h e 9h, em frente ao Congresso Nacional. O grupo deve reivindicar melhores salários, informou neste domingo, 20, à Agência Brasil o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antonio Moraes. Segundo o sindicalista, um grupo de trabalhadores já se encontra acampado em frente ao Congresso.

Moraes explicou ainda que uma manifestação nas proximidades do Hotel Windsor Barra, na Barra da Tijuca, no Rio, onde ocorrerá o leilão do campo de Libra, é praticamente impossível "devido ao uso da tropa de guerra montada pelo Exército". O dirigente confirmou também que a Petrobras convocou para esta segunda-feira, às 10h, na sede da empresa no Rio, uma reunião para tratar da data-base dos petroleiros. No documento de convocação, a estatal afirma que apresentará à categoria uma nova proposta para o acordo coletivo de trabalho 2013.

No sábado, os petroleiros conseguiram sua primeira vitória ao obter na Justiça uma liminar que garantiu a saída de funcionários que estavam trabalhando por mais de 12 horas na Refinaria Duque de Caxias (Reduc). A decisão determinou que, caso os trabalhadores permanecessem após esse período no local de trabalho, a Petrobras seria obrigada a pagar multa de R$ 10 mil por hora, por trabalhador. Os funcionários entregaram a produção a equipes de contingências da Petrobras, formada por gerentes, supervisores e engenheiros.

Os petroleiros estão de braços cruzados desde quinta-feira, 17. Eles reivindicam reajuste salarial de 16,53% além de 7,68% na remuneração mínima por nível e regime (RMNR). A Petrobras, por sua vez, tinha oferecido até agora um aumento de apenas 6,09%, que é a variação do IPCA no salário base. A greve também tem por objetivo protestar contra o leilão do Campo de Libra, na camada do pré-sal.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.