Protestos contra a reforma da Previdência paralisam ônibus e agências bancárias em Sergipe

Protestos contra a reforma da Previdência paralisam ônibus e agências bancárias em Sergipe

Mobilização liderada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) conseguiu impedir circulação dos coletivos apesar de uma liminar que estabelecia manutenção de 40% da frota nas ruas

Antônio Carlos Garcia, Especial para O Estado

05 Dezembro 2017 | 16h54

ARACAJU – Cerca de 230 mil pessoas estão sem ônibus em Aracaju (SE) desde as primeiras horas desta terça-feira, 5, devido a protestos contra a reforma da Previdência organizados pelas centrais sindicais. Os dirigentes locais não acataram a decisão das entidades, em nível nacional, que decidiram suspender o movimento temporariamente. Além dos ônibus, os bancos também estão fechados e o comércio funciona parcialmente.

A mobilização da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Sergipe começou na noite de segunda-feira, 4, quando grupos foram para as portas das garagens  dos ônibus para impedir que os veículos saíssem. A estratégia deu certo, apesar do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Aracaju (Setransp) ter conseguido uma liminar na Justiça do Trabalho estabelecendo que o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttra) garantisse pelo menos 40% da frota nas ruas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

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Enquanto isso, bancos privados e públicos estão fechados e apenas dois caixas eletrônicos estão disponíveis para a população. Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe, Ivânia Pereira, "Entendemos que permanece a ameaça da votação da Previdência e que a qualquer momento o Congresso poderá ser convocado para aprovar as medidas que destruirão mais direitos da classe trabalhadora”.

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Nas rodovias federais que cortam o Estado –  BRs 101 e 235 – ocorreram bloqueios e  diversos motoristas tiveram de seguir para Aracaju através de desvios. Algumas avenidas também foram bloqueadas por manifestantes.

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